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Relatório identifica medidas para equilibrar a segurança alimentar, biocombustíveis e desenvolvimento sustentável

14 June 2016 - 10:14am


Aumentar o suprimento de biomassa sustentável é um dos objetivos
Foto: Rob and Stephanie Levy/Flickr/(cc)

Metas de produção de biocombustíveis, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável podem ser alcançadas simultaneamente, de acordo com o relatório Reconciling Food Security and Bioenergy: Priorities for Action [Conciliando a Segurança Alimentar e a Bioenergia: Prioridades para Ação], divulgado nesta terça-feira, 14 de junho, por uma equipe internacional e multidisciplinar de especialistas de 10 instituições de pesquisa em sete países.

O documento identifica medidas baseadas em conhecimento científico para mostrar que a área disponível não é um fator limitante para produção simultânea de alimentos e bioenergia no mundo. Entre as recomendações estão a adoção de estratégias para lidar com fatores locais de risco; engajamento de populações locais; estímulo à compatibilidade da coprodução de alimentos e bioenergia; adoção de culturas flexíveis e planejamento para diversificar mercados locais com aproveitamento de resíduos como palha e bagaço de cana, por exemplo.

"É um erro ignorar os custos e benefícios dos biocombustíveis com base em modelos globais ou afirmações generalizadas. É essencial trabalhar com dados confiáveis que não têm sido levados em conta nos debates que envolvem alimentos, biocombustíveis e clima”, disse Keith Kline, do Instituto de Ciência da Mudança do Clima do pelo Laboratório Nacional Oak Ridge (ORNL, da sigla em inglês) e autor principal do relatório publicado na revista Global Change Biology – Bioenergy.

A bioeconomia, é uma parte fundamental das estratégias nacionais para aumentar a segurança energética e reduzir as emissões de gases de efeito estufa

O estudo foi coordenado pelo ORNL, ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, e teve participação da coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen).

Uso múltiplo
Outras medidas propostas são o apoio à implantação de unidades de produção com uso múltiplo, para aumentar o suprimento de biomassa sustentável; gerenciamento adaptativo dessas unidades; comunicação pública sobre os objetivos, obstáculos e oportunidades da coprodução para lidar com necessidades locais; e a colaboração em programas locais de desenvolvimento.

"Uma parte significativa da energia de um país pode ser fornecida por biomassa ao mesmo tempo em que a produção de alimentos é aumentada", disse Glaucia Souza, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo e membro da coordenação do Programa Bioen. "O programa de etanol de cana do Brasil demonstrou, ao longo de 40 anos de monitoramento, aprendizado e adaptação, que é possível conciliar o aumento de incentivos para restauração da terra e serviços ecossistêmicos com o aumento da segurança alimentar e redução da pobreza”. A indústria do etanol de cana no Brasil é responsável por 4,5 milhões de empregos, melhora condições de subsistência no país e promove a infraestrutura e desenvolvimento rural.

Zoneamento agroecológico
O zoneamento agroecológico desenvolvido em resposta às preocupações de sustentabilidade de biocombustíveis no Brasil tem influenciado outros setores agrícolas e ajudou a proteger a biodiversidade e as florestas, recursos importantes para a produção sustentável de alimentos em áreas rurais.

De acordo com o relatório, o desenvolvimento de uma economia de base biológica sustentável, conhecida como bioeconomia, é uma parte fundamental das estratégias nacionais para aumentar a segurança energética e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Investimentos em pesquisa
O relatório também destaca que investimentos em pesquisa e no desempenho de sistemas de produção de base biológica para a aumentar a segurança alimentar e o abastecimento de energia podem atenuar situações de risco.

Participaram da elaboração do relatório pesquisadores ligados ao Centro de Política Ambiental do Imperial College London, no Reino Unido; Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) e Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen); Universidade de Twente, na Holanda; Instituto de Ingeniería Rural (Inta), na Argentina; Stockholm Environment Institute (SEI África), no Quênia; Bureau of Energy Efficiency (BEE Energy), agência ligada ao governo da Índia; e do Banco Mundial, em Washington DC, Estados Unidos.

- Acesse o relatório na íntegra (em inglês) - 

(Via Agência Fapesp)

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A ecovila onde todas as casas são construídas com garrafas PET

13 June 2016 - 7:30am

 

Árvores, animais nativos, rio, mar e muita garrafa PET… Mas calma! Não se trata de lixo! Na verdade, elas são a matéria-prima usada para construir as casas da Plastic Bottle Village,ecovila localizada na Ilha de Colon, paraíso natural do Panamá.

Por lá, todas as edificações são construídas a partir da reutilização de garrafas plásticas que iriam para o lixo. E pensa que as casas ficam mais vulneráveis por causa disso? Engana-se. De acordo com o site da Plastic Bottle Village, as casas feitas com PETs são bem resistentes, suportando até terremotos, e oferecem ótimo conforto térmico.

O conjunto habitacional, que ainda está em fase de construção, possui 120 lotes disponíveis para casas, que, além de serem feitas com garrafas de plástico, possuem sistema de fossa séptica, cisterna conectada à calha para captação de água da chuva e painéis solares. Aliás, esta é outra vantagem desse tipo de moradia: ela recebe mais claridade externa e, portanto, os gastos com eletricidade são bem menores.

A Plastic Bottle Village ainda terá minimercado, pavilhão para atividades culturais e esportivas, como yoga, e parque com trilhas. Tudo para incentivar que as pessoas de fato vivam em comunidade e não apenas morem dentro de casas ecológicas. Já pensou viver num lugar assim?

(Via Razões Para Acreditar, com informações do The Greenest Post)

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Cientistas descobrem método promissor para armazenar CO2

12 June 2016 - 7:30am


Dióxido de carbono: com o método, eles podem evitar que o gás escape para a atmosfera e contribua para o aquecimento global
Foto: AFP/Arquivo / Theo Heimann

Pela primeira vez, cientistas conseguiram injetar com sucesso dióxido de carbono (CO2) no solo de basalto vulcânico e solidificá-lo, oferecendo uma solução promissora para o armazenamento deste gás de efeito estufa vinculado ao aquecimento global, segundo um estudo publicado na quinta-feira, 9 de junho, na revista americana Science.

Os cientistas conseguiram bombear emissões de carbono para dentro da terra e transformar o gás em sólido para armazenamento em alguns meses - radicalmente mais rápido do que as previsões anteriores, que sugeriram que o processo poderia demorar centenas ou inclusive milhares de anos para ser concluído.

O estudo é parte do projeto-piloto Carbfix lançado em 2012 na usina geotérmica de Hellisheidi, na Islândia.

O aproveitamento do basalto subterrâneo de Hellisheidi se revelou ótimo, com 95% do CO2 injetado solidificado em menos de dois anos

Cientistas e engenheiros experimentaram combinar o CO2 e outros gases com água e canalizar a mistura para o subsolo.

Método seguro
O objetivo era desenvolver um método seguro para armazenar CO2, evitando que o gás escapasse para a atmosfera e contribuísse para o aquecimento global.

A usina de Hellisheidi, a maior instalação geotérmica do mundo, que fornece energia para a capital, Reykjavik, bombeia água vulcânica aquecida com energia geotérmica subterrânea para fazer as turbinas funcionarem.

O processo produz 40.000 toneladas de CO2 por ano. Embora corresponda a apenas 5% das emissões de uma usina a carvão do mesmo tamanho, a quantidade é significativa.

Tecnologia necessária
Por anos, pesquisadores sugeriram métodos de captura e armazenamento de gás carbônico como esse, mas houve dificuldades para desenvolver a tecnologia necessária.

Na natureza, o basalto em contato com o CO2 e a água produz uma reação química que resulta em um mineral calcário branco. Os cientistas não sabiam, no entanto, quanto tempo esta reação levaria. Estudos anteriores estimaram que a solidificação poderia demorar milênios.

O aproveitamento do basalto subterrâneo de Hellisheidi se revelou ótimo, com 95% do CO2 injetado solidificado em menos de dois anos.

A maioria dos experimentos anteriores não foi bem sucedida porque injetaram CO2 puro em arenito (rocha sedimentar) ou aquíferos salinos

"Isso significa que podemos bombear para o subsolo grandes quantidades de CO2 e armazená-lo de uma maneira muito segura em um curto período de tempo", disse o coautor do estudo Martin Stute, hidrologista no Observatório da Terra da Universidade de Columbia.

"No futuro, poderíamos pensar em usar isso para usinas nucleares em lugares onde há muito basalto - e há muitos lugares assim".

O basalto compõe a maior parte do relevo oceânico do mundo e cerca de 10% das rochas continentais, segundo os pesquisadores do estudo.

Um relatório de 2014 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas alertou que se não dominássemos a tecnologia de captura e armazenamento de gás carbônico, poderia ser impossível limitar adequadamente o aquecimento global.

A maioria dos experimentos anteriores não foi bem sucedida porque injetaram CO2 puro em arenito (rocha sedimentar) ou aquíferos salinos, em vez de misturar o gás com água e armazená-lo no basalto.

O basalto, uma rocha porosa, é rico em cálcio, ferro e magnésio, minerais que são necessários para solidificar o carbono para o armazenamento, de acordo com os pesquisadores.

(Via AFP)

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Ambientalistas pedem urgência na ratificação do Acordo de Paris pelo Congresso

11 June 2016 - 7:30am


A meta voluntária do Brasil, apresentada à ONU em agosto do ano passado, é de reduzir suas emissões em 43% até 2030
Foto: Nikolaj F. Rasmussen/Flickr/(cc)

A Frente Parlamentar Ambientalista e organizações não-governamentais como WWF e SOS Mata Atlântica pediram em reunião com líderes da Câmara que o Congresso examine em caráter de urgência a ratificação do Acordo de Paris, que estabelece diretrizes para conter a emissão de gases de efeito estufa.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Luiz Lauro (PSB-SP), disse que a tramitação em caráter de urgência vai agilizar o périplo do projeto pelas comissões de Constituição e Justiça, de Relações Exteriores e de Meio Ambiente da Casa. Um requerimento formal com o pedido de urgência foi apresentado à mesa diretora.

Para Lauro, a matéria deve ser aprovada em breve, apesar dos esforços da oposição em travar a pauta por causa do momento político. “Hoje há um consenso das diferentes forças que compõem o Congresso Nacional, especialmente a Câmara, no sentido da importância e da urgência desse assunto".

O Acordo de Paris visa combater os efeitos das mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse que o governo tem pressa em ratificar o acordo para servir de exemplo a outros países e solidificar o papel de liderança do Brasil nas negociações sobre mudanças climáticas. “O Brasil, que tem um papel de liderança e protagonismo nessa área, precisa servir de exemplo para que outros países também ratifiquem".

Aprovado durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP21), em dezembro de 2015, o Acordo de Paris visa combater os efeitos das mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O documento, no entanto, só passa a vigorar 30 dias após a ratificação por pelo menos 55 países.

Durante lançamento da campanha Ratifica Já, na manhã de quarta-feira, 8 de junho, o ex-deputado Alfredo Sirkis, presidente do Centro Brasil no Clima, disse que a pressa é para que o tratado entre em vigor antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, marcadas para novembro, cujo resultado pode vir a dificultar o ritmo de ratificações.

Compromissos voluntários
Entidades de defesa do meio ambiente destacam, no entanto, que não adianta apenas ratificar o acordo sem que as metas voluntárias apresentadas pelo Brasil para conter a emissão de gases do efeito estufa não sejam transformadas em lei.

“O Acordo de Paris é um conjunto de diretrizes gerais. Os nossos compromissos, as nossas metas brasileiras não estão no acordo. As duas coisas têm que ser feitas rapidamente”, disse o superintendente de Políticas Públicas da WWF, Henrique Lian, à Agência Brasil.

A meta voluntária do Brasil, apresentada à ONU em agosto do ano passado, é de reduzir suas emissões em 43% até 2030 - com base nos índices de 2005.

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São Paulo lidera ranking de cidades com potencial de desenvolvimento no país

10 June 2016 - 7:30am


A construção de ciclovias é um dos critérios que renderam a São Paulo a primeira colocação no ranking
Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

São Paulo foi considerada a cidade brasileira com o maior potencial de desenvolvimento em 2016, em um ranking que avaliou 700 municípios do país. A pesquisa está em sua segunda edição e foi divulgada na terça-feira, 7 de junho, pelas empresas Urban Systems e Sator, no evento Connected Smart Cities 2016.

O estudo analisou 11 setores das cidades a partir de mais de 70 indicadores. Foram avaliados mobilidade e acessibilidade, urbanismo, meio ambiente, tecnologia e inovação, saúde, educação, empreendedorismo, governança, economia, segurança e energia.

No ano passado, o Rio de Janeiro havia ficado com a primeira posição, mas o eixo de mobilidade e acessibilidade rendeu aos paulistanos o título deste ano. Pesou para essa avaliação a implantação de 150 quilômetros (km) de ciclovias em 2015, além da reserva de 460 km de faixas exclusivas para ônibus.

Os pesquisadores levaram em conta a disponibilidade de informações, a participação de todas as regiões e a inclusão de municípios de todos os portes

A diretora executiva da Sator, Paula Faria, explicou que São Paulo se destaca na mobilidade por ter um histórico de investimentos no setor, que ultrapassa uma única gestão. "Já tinha ficado em primeiro [em mobilidade] no ano passado e vai ficar durante muito tempo, porque são investimentos sistemáticos de muitos anos. Tem metrô, trem, corredores de ônibus e as ciclovias melhoraram ainda mais", diz ela, que acrescenta que novos indicadores de transparência adotados neste ano também renderam boa pontuação para o município.

Tecnologia e inovação
São Paulo foi considerada ainda a melhor cidade em tecnologia e inovação. O estudo destaca que a capital tem boa oferta de infraestrutura de comunicação e fica à frente das demais no número de patentes registradas e no valor financiado em bolsas de pesquisa.

Segundo colocado, o Rio de Janeiro foi considerado a melhor cidade do Brasil em economia e em empreendedorismo. O Rio concentra mais de 20 incubadoras de empresas e tem cinco polos tecnológicos, e a pesquisa também chama a atenção para o peso da capital na economia fluminense, com 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

A lista das dez primeiras colocadas continua com Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Vitória, Florianópolis, Barueri, Recife e Campinas. A capital do Espírito Santo foi a mais bem avaliada em saúde e educação, Belo Horizonte foi a primeira em meio ambiente, e Curitiba teve a melhor governança e o melhor urbanismo.

Apesar de não ter atingido as dez primeiras posições no ranking geral, a pernambucana Ipojuca ficou em primeiro lugar na segurança. Já a paranaense Guarapuava foi a mais bem posicionada em energia.

Porte de cidades
A pesquisa também produziu rankings levando em consideração o porte das cidades. Amparo, em São Paulo, ficou na primeira colocação na categoria de até 100 mil habitantes. Já Vitória foi considerada a melhor cidade com até 500 mil habitantes.

Para selecionar as 700 cidades avaliadas entre os mais de 5 mil municípios brasileiros, os pesquisadores levaram em conta a disponibilidade de informações, a participação de todas as regiões e a inclusão de municípios de todos os portes. Presidente da Urban Systems, que fez a pesquisa, Thomaz Assumpção conta que a obtenção de informações foi uma das maiores dificuldades do estudo, que se baseou apenas em dados oficiais.

"Às vezes, a percepção da população não é a mesma, mas a gente não lida com percepção, a gente lida com numerologia", disse Assumpção.

(Por Vinicius Lisboa, da Agência Brasil)

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Chile produz tanta energia solar, que agora é de graça

9 June 2016 - 7:30am


Os preços à vista da energia solar chegaram a zero em algumas regiões do Chile durante 113 dias até abril
Foto: alfre32/Flickr/(cc)

A indústria solar do Chile se expandiu tão rapidamente que está gerando eletricidade gratuitamente. Os preços à vista chegaram a zero em algumas regiões do país durante 113 dias até abril, número que está a caminho de superar o total do ano passado, de 192 dias, segundo a operadora da rede central do país. Embora isto possa ser bom para os consumidores, é uma má notícia para as usinas de energia, em dificuldades para gerar receita, e para as empresas que buscam financiar novos parques.

A pior situação acontece na região norte do país, no deserto do Atacama. A crescente demanda por eletricidade do Chile, impulsionada pela expansão da produção das minas e pelo crescimento econômico, ajudou a estimular o desenvolvimento de 29 parques solares. Outros 15 estão nos planos da rede central. Agora, o Chile enfrenta a queda da demanda por energia devido à desaceleração da produção de cobre em meio a um excedente global, o que provoca um excesso de energia gerada em uma região que não possui linhas de transmissão para distribuir a eletricidade a outras partes.

“Os investidores estão perdendo dinheiro”, disse à Bloomberg Rafael Mateo, CEO da unidade de energia da Acciona, que está investindo US$ 343 milhões (mais de R$ 1,2 bilhão) em um projeto de 247 megawatts na região e que será um dos maiores da América Latina. “O crescimento foi desordenado. Não se pode ter tantas empresas no mesmo lugar”.

O governo está trabalhando para corrigir este problema, com planos de construir uma linha de transmissão de 3 mil quilômetros para ligar as duas redes até 2017

Um dos principais problemas é que o Chile possui duas redes de energia principais, a central e a do norte, sem conexão entre si. Existem também áreas dentro das redes que não possuem uma capacidade de transmissão adequada.

Com isso, uma região pode ter muita energia, o que derruba os preços, porque o excedente não pode ser entregue a outras partes do país, segundo Carlos Barría, ex-chefe da divisão de energia renovável do governo e professor da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago.

Infraestrutura inadequada
O governo está trabalhando para corrigir este problema, com planos de construir uma linha de transmissão de 3 mil quilômetros para ligar as duas redes até 2017. Além disso, está desenvolvendo uma linha de 753 quilômetros para resolver o congestionamento nas partes norte da rede central, a região na qual os excedentes de energia estão levando os preços a zero.

“O Chile tem pelo menos sete ou oito pontos nas linhas de transmissão que estão em colapso e bloqueados e tem o enorme desafio de driblar os pontos de estrangulamento”, disse o ministro de Energia, Máximo Pacheco, em entrevista, em Santiago. “Quando você embarca em um caminho de crescimento e desenvolvimento como o que temos tido, obviamente surgem problemas”.

 

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Banco de articulação social da Fieb doa cerca de 9 toneladas de tecido em Salvador

8 June 2016 - 6:21pm


A doação iniciou oficialmente as ações do Banco de Articulação Social em Vestuário, um dos Bancos de Articulações Sociais Fieb
Foto: Cores/Fieb/Divulgação

Uma iniciativa do Conselho de Responsabilidade Social (Cores), os Bancos de Articulações Sociais da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) têm o objetivo de contribuir para fomentar uma atuação socialmente responsável do setor produtivo baiano, incentivando ações com foco no uso de excedentes de produção, materiais recicláveis e/ou reutilizáveis, assim como iniciativas de voluntariado e projetos comunitários com o apoio de instituições parceiras.

Nesse sentido foram entregues à Associação do Futuro nas ações Sócio-Educativas e Esportivas (Afase), no dia 2 de junho, quase nove toneladas de aparas de tipos variados de tecido. A doação foi realizada no espaço cultural e cooperativa Vovó Conceição, do Terreiro Casa Branca, localizado no Engenho Velho da Federação, em Salvador.

O material foi doado por empresas das áreas Têxtil e de Vestuário

A doação iniciou oficialmente as ações do Banco de Articulação Social em Vestuário, um dos Bancos de Articulações Sociais Fieb. “O Cores tem como uma das suas tarefas sensibilizar as empresas para que passem a gerir seus negócios de forma sustentável, compreendendo o valor agregado que a gestão socialmente responsável traz para a organização. Tem ainda a prioridade de formar uma rede articulada de organizações comprometidas com o tema”, afirmou o coordenador do Conselho, Marconi Oliveira.

Grande ação
O material foi doado por empresas das áreas Têxtil e de Vestuário, sendo o resultado de fruto de uma grande ação da Camisas Polo em parceria com a Loygus for Export, que mobilizaram o Condomínio Bahia Têxtil, e da Impacto Visual. A entrega das aparas de tecidos reuniu representantes da Fieb, Secretaria Municipal da Cidade Sustentável (Secis), Correios, Afase, Grupo Germen, Associação de Mulheres de Bairro de Engenho Velho da Federação, e dos terreiros Casa Branca, Nakota e Casa de Oxumarê.

“Todo este material é bem-vindo porque, mesmo que a gente não use aqui, como no Candomblé não se sabe fazer nada sozinho, a gente vai encontrar quem faça bom uso”, disse a Ekede Sinha, coordenadora do Vovó Conceição, explicando que a instituição trabalha em rede com vários outros terreiros e organizações.

Bancos sociais
O Banco de Articulação Social é desenvolvido pela Fieb/SDI/Gerência de Meio Ambiente e Responsabilidade Social e conta com o apoio do Sindivest na mobilização das indústrias do segmento. O Banco de Articulação em Vestuário é o pioneiro dentre os bancos que farão parte dessa iniciativa. Por meio dele, as indústrias podem fazer doações de resíduos de vestuário, a exemplo de tecidos ou outros recursos/materiais que podem ser utilizados por entidades filantrópicas que trabalhem com corte e costura ou artesanato.

 

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Oceanos saudáveis podem remediar efeitos da mudança climática

8 June 2016 - 12:59pm


Dia Mundial dos Oceanos é celebrado em 8 de junho
Foto: FAO

Oceanos saudáveis são críticos para a vida na Terra, uma vez que regulam o clima e fornecem recursos naturais, alimentos saudáveis e empregos que beneficiam bilhões de pessoas. A opinião é do secretário-feral da ONU, Ban Ki-moon, e foi divulgada nesta quarta-feira, 8 de junho, para marcar o Dia Mundial dos Oceanos.

O chefe da ONU lembra ser preciso entender os impactos nos oceanos causados pelas atividades humanas e mudança climática. Esses efeitos já estão sendo sentidos em Moçambique. Quem conta é Manuel Guiamba, pescador há 40 anos, que explicou a situação em Maputo, em entrevista à Rádio ONU.

"Temos o problema da poluição. Na nossa costa nós não conseguimos tirar o lixo que nós temos aqui. Todo o pescado saía bem mesmo. Tínhamos magumba, tainha, camarão. Agora já não sai todo esse peixe. Reduziu a quantidade. A poluição também faz parte. Temos o problema do mangue, onde o camarão se reproduzia. Já não temos."

Pressão
Em dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou a primeira avaliação científica global sobre o estado dos oceanos. O secretário-geral pede que sejam tomadas ações com urgência, em larga escala, para aliviar a pressão nos oceanos.

Segundo Ban, oceanos saudáveis terão papel essencial na redução dos efeitos da mudança climática. No Dia Mundial, ele faz um apelo a todos para que protejam os oceanos e usem seus recursos de forma pacífica, igualitária e sustentável.

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