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Bioeconomia pode alimentar o mundo e combater a poluição

2 May 2018 - 10:35am


Casca de abacaxi pode ser transformada em embalagem biodegradável
Foto: Ezequiel Becerra/FAO

Transformar casca de abacaxi em embalagem ou usar casca de batata como combustível pode parecer improvável mas estas inovações ganham força quando fica claro que uma economia baseada no cultivo e no uso de biomassa pode ajudar a combater a poluição e as mudanças climáticas. A afirmação foi feita pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) durante a Cúpula Global de Bioeconomia de 2018, em Berlim, na Alemanha.

“Uma bioeconomia sustentável, que utiliza biomassa – materiais orgânicos, como plantas e animais – em oposição aos recursos fósseis para produzir bens materiais e alimentos, é fundamental para a natureza e para as pessoas que cuidam e produzem biomassa”, disse Maria Helena Semedo, diretora-geral adjunta da FAO para Clima e Recursos Naturais. Ela explicou que isto envolve agricultores familiares, silvicultores e pescadores, que também “possuem conhecimentos importantes sobre como gerir recursos naturais de forma sustentável”.

A diretora da FAO destacou que a agência trabalha com Estados membros e outros parceiros nos setores convencionais da bioeconomia – agricultura, silvicultura e pesca – e também com tecnologias relevantes, como biotecnologia e tecnologias de informação, para atender os setores agrícolas.

Como a inovação desempenha um papel fundamental na bioindústria, todo o conhecimento – tradicional e novo – deve ser igualmente compartilhado e apoiado

“Precisamos promover esforços coordenados internacionalmente e garantir o engajamento de múltiplas partes interessadas nos níveis local, nacional e global”, disse ela, observando que são necessárias metas concretas, meios para cumpri-las e maneiras econômicas de medir o progresso.

Para ela, como a inovação desempenha um papel fundamental na bioindústria, todo o conhecimento – tradicional e novo – deve ser igualmente compartilhado e apoiado.

Alimentando o mundo, salvando o planeta
Embora haja alimento suficiente sendo produzido para alimentar o planeta inteiro, estimativas mostram que cerca de 815 milhões de pessoas ainda sofrem de subnutrição crônica devido à falta de acesso à comida.

“A bioeconomia e o rendimento gerado com a venda de bio-produtos tornam os alimentos mais acessíveis”, pontuou Maria Helena.

Ela também observou que a bioeconomia tem potencial para contribuir na questão das mudanças climáticas, mas fez um alerta contra a simplificação: “Só porque um produto é bio não significa que seja bom para as mudanças climáticas; tudo depende de como é produzido e, em particular, a quantidade ou tipo de energia utilizada no processo”.

(Via ONU BR)

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Como separar os resíduos para a reciclagem

26 April 2018 - 11:26am

 


Se cada brasileiro encaminhar uma latinha para a reciclagem, a economia de energia elétrica da produção de novas latinhas a partir desse material (ao invés de matéria-prima bruta) equivaleria ao consumo de quase 220 mil residências por um mês
Foto: Alexandre Pereira/Flick/(cc)

Há uma série de benefícios associados a reciclagem de materiais e, às vezes, não nos damos conta do impacto que pequenas ações podem ter.

Por exemplo, uma latinha de alumínio reciclada, além de não exigir a extração de matéria prima bruta e os impactos associados, permite economizar 95% da energia que seria gasta para fazer a mesma latinha a partir do minério de alumínio extraído da natureza.

Se cada brasileiro encaminhar uma latinha para a reciclagem, a economia de energia elétrica da produção de novas latinhas a partir desse material (ao invés de matéria-prima bruta) equivaleria ao consumo de quase 220 mil residências por um mês.

Assim, é importante separar corretamente os seus resíduos para que sejam encaminhados e tratados mais facilmente nas cooperativas de reciclagem.

Para facilitar essa tarefa, consulte a tabela que elaboramos com base na ferramenta do site ecycle:

PAPÉIS

Podem ser reciclados:

  • Papéis de escritório, usados para escrever e/ou imprimir, podem ser destinados para a reciclagem. Exemplos: papéis de caderno, jornais, revistas, panfletos
  • Cartões e cartolinas, caixas de papelão
  • Papéis de embalagem, de embrulho de presentes
  • Papel de seda

Não podem ser reciclados:

  • Papéis sanitários (papel higiênico e lencinhos de papel, por exemplo.)
  • Papéis sujos, engordurados ou contaminados com substâncias nocivas à saúde
  • Papéis encerados, com substâncias impermeáveis, e revestidos com silicone ou parafina
  • Papel vegetal
  • Papéis de cupom fiscal, comprovante de cartão de crédito/débito, extrato bancário
  • Papel fotográfico/fotografia
  • Fitas e etiquetas adesivas
  •  Os papéis recobertos com outro tipo de material, como o plástico (papéis plastificados) ou alumínio (papéis laminados) – muito comuns em embalagens, como as de alimentos – são de difícil reaproveitamento, portanto são também considerados não-recicláveis.[Para saber os postos de coleta mais próximos da sua casa, consulte a ferramenta da eCycle]

PLÁSTICOS

Podem ser reciclados:

  • Embalagens e tampas de xampus, detergentes, garrafas pet e outros produtos de uso doméstico*
  • Embalagens plásticas de alimentos (caixinha plástica de ovos, por exemplo)
  • Utensílios plásticos como canetas esferográficas (sem o reservatório da tinta), escovas de dentes, baldes, artigos de cozinha, copos etc.
  • Sacolas
  • Isopor
  • Canos e tubos de PVC
  • Embalagens PET
  • Filmes plásticos
  • Acrílico

Não podem ser reciclados:

VIDRO

Podem ser reciclados:

  • Garrafas de bebidas
  • Frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes, produtos de limpeza)
  • Cacos de qualquer dos produtos acima

Não podem ser reciclados:

  • Espelhos
  • Vidros de janelas*
  • Vidros de automóveis*
  • Tubos de televisão e válvulas*
  • Ampolas de medicamentos. Atenção, os medicamentos não devem ser descartados no lixo comum, pois podem contaminar o meio ambiente e prejudicar a saúde da população. Procure um posto de coleta especial.
  • Cristal
    * Vidros temperados não podem ser reciclados, por exigir aditivos que não podem ser reprocessados em sua fabricação. Entenda melhor o que são aqui.

Exigem descarte especializado:

METAIS:

Podem ser reciclados:

  • Latas de óleo, sardinha, creme de leite, feitas com aço revestido com estanho (folha-de-flandres)
  • Alumínio: latas de refrigerantes, cerveja, chás, tampa do iogurte, folhas de alumínio
  • Ferragens
  • Arame
  • Fio de cobre
  • Panela sem cabo
  • Embalagem do marmitex

Não pode ser reciclado:

  • Esponja de aço
  • Lata de aerosol
  • Lata de tinta
  • Lata de verniz
  • Exigem descarte especializado:
  • Pilhas e baterias

[Para saber os postos de coleta mais próximos da sua casa, consulte a ferramenta da eCycle]

(Via Instituto Akatu)

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Jovem paraibano faz sucesso transformando pneus velhos em caminhas para animais

25 April 2018 - 12:40pm

 

Ele consegue aproveitar suas manhãs para fabricar as caminhas, sempre se preocupando com a sustentabilidade e reutilizando materiais
Fotos: Amarildo Silva/Reprodução

Amarildo Silva tem um lema: “O maior de todos os erros é não fazer nada por achar que se faz pouco… faça tudo que puder”, e a partir desta máxima segue fazendo o que ele mesmo não considera nada demais, mas nós achamos incrível. O jovem tem apenas 22 anos, vive em Campina Grande, na Paraíba, e há um ano realiza um trabalho impecável, reutilizando pneus velhos para fazer lindas caminhas para pets.

Até hoje ele já vendeu mais de 500 unidades, mas confidenciou para a nossa Redação que gostaria de fazer mais: “Já vendi mais de 500 unidades de caminhas para cães e gatos. Só não vendo mais porque não tenho estrutura para vender fora do Estado, mas tem muitas pessoas pedindo de todo o Brasil, inclusive de muitos países aqui da América, da Europa e da Ásia”.

Falta de tempo não é motivo para que ele pare com o ofício de artesão, já que mesmo trabalhando como operador de caixa em uma famosa rede de atacados, ele consegue aproveitar suas manhãs para fabricar as caminhas, sempre se preocupando com a sustentabilidade e reutilizando materiais: “Faço outros trabalhos como puffs e lixeiras ecológicas com o tema da sustentabilidade usando, pneus velhos”.

O que começou como uma renda a mais para a família, tem se transformado em uma iniciativa de impacto social e, sobretudo, ambiental

A ideia surgiu quando ele buscava uma maneira de fazer uma renda extra utilizando o lixo que as pessoas jogavam na rua e com a ajuda de familiares - são eles mesmos que recolhem o material, ou na rua, ou em terrenos baldios. “Noventa por cento das encomendas são feitas a partir da página que eu tenho no Instagram”.

Outras maneiras
A inspiração para Amarildo continuar desenvolvendo seu trabalho vem dele saber que está ajudando não somente o meio ambiente, mas os animais e outras pessoas, já que além das caminhas que têm feito sucesso na internet, ele sempre encontra outras maneiras de ajudar quem precisa: ”Dou oficinas em escolas públicas, ajudo uma ONG que cuida de animais abandonados na minha cidade, todos os anos ajudo as crianças carentes e me visto de Papai Noel junto com outros amigos. Uso metade do meu 13º salário para isso, mas não ligo”.

Modesto, o que começou como uma renda a mais para a família, tem se transformado em uma iniciativa de impacto social e, sobretudo, ambiental, já que ele tem conseguido reutilizar uma grande quantidade de pneus descartados, dando nova vida a este material e fazendo a felicidade destes animais que parecem estar bastante confortáveis em suas novas caminhas. Boa garoto!

(Por Gabriela Glette, do Razões Para Acreditar

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Agência da ONU volta a defender selo de advertência em rótulos de alimentos no Brasil

24 April 2018 - 10:30am

 A Opas defende que os rótulos de alimentos processados e ultraprocessados informem de maneira direta e rápida ao consumidor se há excesso de sódio, açúcar, gordura total, gordura trans, gordura saturada e/ou adoçantes

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) voltou a defender na terceira semana de abril, durante o 25º Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran 2018), a aplicação de ícones frontais de advertência nutricional nos rótulos de alimentos no Brasil. O tema está sendo analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com a participação de diversas instituições.

“Recomendamos aos países da região das Américas, de forma sistemática, a adoção do modelo de advertência frontal”, afirmou a coordenadora da Unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas não Transmissíveis e Saúde Mental da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Katia de Pinho Campos.

“A Opas defende que os rótulos de alimentos processados e ultraprocessados informem de maneira direta e rápida ao consumidor se há excesso de sódio, açúcar, gordura total, gordura trans, gordura saturada e/ou adoçantes.”

O Chile foi o primeiro país da região das Américas a adotar a rotulagem nutricional frontal nos alimentos

O organismo internacional propôs ao Brasil, inicialmente, a adoção do mesmo formato de selo de advertência que já havia se mostrado eficaz no Chile: um octógono, com fundo preto e letras brancas, que informe sobre o alto teor desses nutrientes críticos da seguinte forma: “muito açúcar”, “muito sódio”, “contêm adoçantes”, “muita gordura saturada”, entre outros.

Modelo brasileiro
Porém, a Opas passou a apoiar neste ano o modelo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) após a entidade apresentar novos estudos científicos (ainda em vias de publicação) mostrando que os brasileiros conseguiam identificar melhor um produto com excesso de nutrientes críticos quando viam outro formato na parte frontal da embalagem: triângulo, com fundo preto, letras brancas, inserido dentro de um retângulo branco (ou acinzentado) e com mensagens que informassem: “alto em açúcar”, “alto em sódio”, entre outros. O modelo do Idec usa como parâmetro o Perfil Nutricional da Opas.

“Estamos juntos com a sociedade civil para implementar os compromissos que o Brasil assumiu para frear o crescimento da obesidade e melhorar a nutrição. Pessoas em situações de vulnerabilidade, populações específicas, e crianças são as que mais sofrem com a falta de clareza dos rótulos e com os elementos de persuasão”, disse Katia.

“Nós, consumidores, estamos sendo bombardeados com uma quantidade absurda de produtos processados e ultraprocessados, nunca visto antes: produtos diet, ‘fit’, light, integral, ditos caseiros”, avaliou.

Rotulagem no mundo
O Chile foi o primeiro país da região das Américas a adotar a rotulagem nutricional frontal nos alimentos. Hoje, essa medida vem se popularizando e países como Canadá (em fase de definição do selo), Uruguai (em fase de publicação da lei), e Peru (aguardando a aprovação do decreto) já estão avançando na discussão e implementação dessa política. Israel aprovou recentemente a rotulagem de advertência frontal.

Para definir exatamente quais quantidades representam uma excessiva quantidade de sódio, açúcar, “contêm adoçantes” ou “contém gordura trans”, entre outros, foi criado o Modelo de Perfil Nutricional da Opas. Essa ferramenta é usada para classificar bebidas e alimentos processados e ultraprocessados, identificando os que contêm excesso de nutrientes críticos.

Ingestão de nutrientes
O Perfil Nutricional da Opas é baseado nas metas de ingestão de nutrientes estabelecidas pela OMS para a prevenção da obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis. Seu conteúdo foi elaborado por um grupo de pesquisadores da região das Américas, após análise de robustas evidências científicas internacionais.

A ferramenta busca ajudar ainda na concepção e implementação de várias estratégias relacionadas com a prevenção e controle da obesidade e excesso de peso, incluindo: restringir a comercialização de alimentos e bebidas pouco saudáveis para crianças; regulamentar ambientes alimentares escolares (alimentos/bebidas vendidos nas escolas e programas de alimentação); definir políticas fiscais para limitar o consumo de alimentos não saudáveis; usar advertências na parte frontal das embalagens; identificar alimentos a serem fornecidos por programas sociais para grupos vulneráveis; entre outros.

(Via ONU BR)

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Detentos criam coleção de roupas exclusiva para a SPFW

23 April 2018 - 11:57am


Detentos assistem ao desfile
Foto: Projeto Ponto Firme/Divulgação

A 45ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW) começa no próximo sábado, dia 21 de abril, e um desfile especial deve marcar o primeiro dia do evento de moda mais importante do país. Trata-se da apresentação das roupas em crochê feitas por detentos da Penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos, São Paulo.

A coleção faz parte do projeto social Ponto Firme, liderado pelo designer e artesão Gustavo Silvestre, que há mais de dois anos ensina aos detentos a arte de crochetar. Ao todo, mais de 30 peças serão apresentadas durante o desfile e depois ficarão expostas no Museu da Resistência dentro da Estação Pinacoteca, em São Paulo.

O projeto Ponto Firme, que tem o apoio da Círculo S/A, começou em outubro de 2015 e Silvestre nem nos seus mais lindos sonhos poderia imaginar a proporção que ele iria ganhar. “Quando comecei na penitenciária, eram 11 alunos e apenas três deles sabiam fazer crochê”, afirma Silvestre.

O designer ainda tem planos de abrir uma cooperativa de crochê para acolher ex-detentos e dar a eles a oportunidade de trabalho

No início, os detentos faziam peças de decoração, como tapetes, toalhas e redes. Com o passar do tempo, começaram a se interessar por outras peças até descobrirem a moda. “De dentro do presídio, dava para ver um outdoor com a Gisele Bündchen e eu brincava dizendo que ela poderia desfilar com as roupas criadas por eles um dia”.

Abraço a causa
A ideia de fazer um desfile profissional com as peças criadas pelos detentos surgiu depois que Silvestre apresentou o projeto Ponto Firme a Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da SPFW. Segundo Silvestre, ele gostou da ideia e abraçou a causa.

Como os detentos não poderão assistir à apresentação no próximo sábado, Silvestre organizou no início do mês de abril o mesmo desfile com as mesmas modelos dentro da penitenciária. “Foi extremamente emocionante. Poder tocar na autoestima de pessoas que nunca foram valorizadas é enriquecedor”, afirma Silvestre.

Cooperativa de crochê
O designer ainda tem planos de abrir uma cooperativa de crochê para acolher ex-detentos e dar a eles a oportunidade de trabalho. De acordo com Silvestre, a ressocialização dessas pessoas é complicada, pois a maioria não tem nenhuma formação e, sem a chance de trabalhar, muitos acabam voltando para o crime.

A 45ª edição da SPFW acontece no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, entre os dias 21 e 26 de abril. O desfile Ponto Firme acontece no sábado às 15h30 horas.

(Por Daniela Barbosa, da Exame.com)

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Cientistas criam vidro que converte energia solar em eletricidade

20 April 2018 - 11:47am


Um prédio revestido com este vidro, por exemplo, também economizaria energia com ar condicionado
Foto: Lawrence Berkeley/Divulgação

Uma equipe de cientistas que trabalha no Lawrence Berekley National Laboratry, na Universidade de Berkeley – Califórnia, criou um painel de vidro fotovoltaico, capaz de absorver a luz solar, transformando-a em energia elétrica, que poderá substituir os tradicionais painéis solares. Esta tecnologia inovadora pode ser usada em prédios e até mesmo em carros, que serão capazes de gerar sua própria eletricidade. 

O vidro é revestido por um líquido semicondutor que contém diversos compostos químicos, como césio e iodeto de chumbo, que quando expostos à luz do sol, convertem o calor em energia elétrica. Além do mais, este vidro é menos transparente que os tradicionais, permitindo que menos calor passe nos ambientes onde ele é colocado. Desta maneira, um prédio revestido com este vidro, por exemplo, também economizaria energia com ar condicionado.

No momento, a equipe está trabalhando para que ele se torne mais eficiente, já que por enquanto consegue converter 7% da energia que chega até ele e, para que ele seja economicamente viável, precisaria ser no mínimo 10%. A questão estética também precisa ser revista, já que quando aquecido este vidro fica vermelho, laranja ou marrom, o que não é muito agradável, muito menos, bonito.

Os cientistas estão testando outras possibilidades, como, por exemplo, utilizar um corante no vidro, sem que isso interfira em sua eficiência.

(Via Razões Para Acreditar, com informações do Olhar Digital)

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Subproduto da indústria é transformado em matéria-prima para o setor da construção

19 April 2018 - 10:35am


Fábrica da Dow no Complexo Industrial de Aratu, na Bahia
Foto: Divulgação/Dow

O conceito de economia circular, voltado para a reutilização, reciclagem, remanufatura e redução do uso de recursos naturais, está incorporado na política global da Dow, indústria química presente na Bahia há mais de 40 anos. No Complexo Industrial de Aratu, em Candeias, um subproduto gerado no processo industrial foi transformado em um novo produto, que hoje é utilizado com sucesso em outras indústrias.

Essa iniciativa teve origem em um programa de inovação, no qual os empregados do site de Aratu foram desafiados a pensar numa melhor destinação para o resíduo, que até então era armazenado em local específico na unidade. Com o trabalho de pesquisa e desenvolvimento e o apoio da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Dow transformou um resíduo sólido do processo produtivo em matéria-prima para a indústria da construção.

Depois de vários estudos que comprovaram a aplicação e a qualidade do produto (o Lime-S), a Dow, em 2014, passou a fornecer a matéria-prima para a unidade industrial de Candeias da Lafarge, líder mundial em materiais de construção, com atuação nas linhas de produtos de cimento, concreto e agregados.

De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, as cadeias de suprimentos circulares que aumentam a taxa de reciclagem, reutilização e remanufatura podem gerar mais de US $ 1 trilhão por ano até 2025

Atualmente, a Dow também comercializa Lime-S para a Cal Trevo, indústria localizada em Simões Filho, que atua na extração e beneficiamento de calcário e na fabricação e comercialização de cal e britas. O resíduo, que foi transformado em novo produto, é rico em óxido de cálcio, magnésio e materiais carbonáticos.

Destinado ao mercado
“O material seria estocado, gerando custo de armazenamento, e agora é destinado ao mercado. Isso significa que mantemos o compromisso com a sustentabilidade e com a produção limpa”, afirma o Líder de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da unidade de Aratu, Fabrício Martines. Graças a essa iniciativa, a Dow reforça o seu compromisso com a inovação, fortalecendo a circularidade no seu processo produtivo.

Em todas as unidades da Dow, os empregados são estimulados a inovar e a criar soluções que reduzam custos, melhorem processos e tenham a capacidade de gerar valor para os clientes e para o mercado. Martines explica que a parceria com a UFBA foi mantida. “O trabalho continua, com o objetivo de identificar outras aplicações, para a indústria de pavimentação, por exemplo”, afirma.

Gestão sustentável
A Dow global definiu Objetivos de Sustentabilidade para serem cumpridos até 2025. Um dos compromissos é assumir posição de liderança para a transição da economia linear, para a economia circular, que redesenha, recicla, reutiliza e remanufatura.

“Aplicar os princípios da economia circular nos permitirá otimizar o uso e reutilização de recursos e, em última instância, reduzir a quantidade de lixo que entra em aterros sanitários”, afirma Martines. “Mais do que nunca, precisamos mudar nosso comportamento e transição para um nível de produção e consumo mais sustentável”.

De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, as cadeias de suprimentos circulares que aumentam a taxa de reciclagem, reutilização e remanufatura podem gerar mais de US $ 1 trilhão por ano até 2025.

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Canudinho comestível é alternativa sustentável ao plástico

18 April 2018 - 10:42am

 

Você sabia que a vida útil de um canudinho plástico é de aproximadamente 4 minutos, mas que, no entanto, ele leva mais de 400 anos para se decompor na natureza? A solução para este problema é um canudinho comestível. O Sorbos é comestível, biodegradável, reciclável e feito com açúcar, gelatina e amido de milho.

Estudos estimam que, até 2050 os oceanos terão mais plástico do que peixes e isso é muito sério. Precisamos mudar este panorama o quanto antes e transformar nossa forma de consumo e foi pensando nisso que os espanhóis, Víctor Sánchez, Enric Juviña, Michael Baraffé e Carlos Zorzano criaram este canudo, que pode ou não ser aromatizado nos sabores de: limão, lima, morango, canela, maçã verde, chocolate e gengibre e possui apenas 24 calorias.

Sánchez trabalhava como bartender em um restaurante e viu no problema ambiental uma oportunidade de negócio: “Eu trabalhava como bartender e pensei em fazer um produto que oferecesse uma experiência diferente ao consumidor, mas de maneira sustentável”. Apesar da invenção parecer simples, eles levaram mais de um ano para chegar na fórmula ideal, já que o grande desafio era fazer um canudinho que não se desfizesse nas bebidas e também que, não deixasse gosto algum: “Levamos mais de um ano para conseguir uma formulação exata para que o produto cumprisse sua função de canudo, sem alterar o sabor da bebida e nem desmancha”, afirma Víctor Sánchez.

Canudinho comestível premiado
Depois de diversos testes eles finalmente chegaram à fórmula final e hoje o Sorbos é capaz de aguentar até 25 minutos em bebidas frias e geladas, sem derreter. Uma invenção incrível desta pode mudar o futuro da humanidade (sem exagero!), é patenteada por uma startup de Barcelona e já ganhou 2 prêmios na Espanha nas categorias inovação e sustentabilidade.

O canudinho plástico está entre os 10 produtos mais encontrados nas praias e oceanos e apesar de o preço do Sorbos ser um pouco mais caro que o convencional, acredita-se que, esta iniciativa em pouco tempo, estará presente no mundo inteiro, já que, além do mais, atualmente vários países já estão começando a proibir o plástico.

(Via Razões Para Acreditar, com informações do Conexão Planeta)

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Merendeira de Minas Gerais ajuda escola pública a reduzir desperdício de alimentos

17 April 2018 - 10:25am


Luciana prepara seu arroz com partes de alimentos que são nutritivas, mas normalmente descartadas
Foto: PMA/Isadora Ferreira

Assim como o resto do mundo, o Brasil desperdiça cerca de 30% dos alimentos que produz. Em países ricos, as perdas costumam acontecer em casa – os consumidores compram mais comida do que podem comer. Em países pobres, o problema está relacionado à produção, colheita, processamento, armazenamento e distribuição. Por aqui, alimentos são desperdiçados em ambos os lados da cadeia produtiva.

Agricultores familiares, grandes indústrias, varejistas e instituições governamentais empreendem esforços para diminuir o volume de alimentos subaproveitados ou jogados fora. No entanto, reduzir o desperdício entre quem compra a comida requer uma mudança de mentalidade. Por isso as escolas têm um papel fundamental na formação de gerações mais conscientes de consumidores.

Todos os dias, aproximadamente 42 milhões de estudantes são alimentados nos 160 mil colégios públicos do Brasil. Mas eles não recebem apenas uma refeição. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) inclui atividades de educação alimentar e nutricional. O modo como as escolas compram, preparam e servem o alimento é um exemplo para as crianças, e as merendeiras são agentes cruciais na construção de hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis.

Luciana trabalha de perto com a nutricionista local. Sua ideia já está se espalhando para outras escolas da região

Luciana Aparecida Pinheiro é merendeira de uma escola primária em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais. Ela foi uma das cinco ganhadoras da segunda edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. A competição escolheu os pratos mais saborosos, criativos e nutritivos da merenda escolar de cada região brasileira.

Reutilização dos alimentos
A receita vencedora de Luciana era um arroz com frango e partes de vegetais que normalmente são jogadas no lixo, como as folhas da beterraba e a casca da abóbora. O prato mudou o funcionamento da cozinha da escola. Para cada preparação, as cozinheiras selecionam as partes dos alimentos que seriam descartadas e as utilizam para adicionar mais nutrientes e sabor a outras comidas. A pele das cenouras e das cebolas, por exemplo, incrementam os caldos que são a base para vários pratos.

Luciana trabalha de perto com a nutricionista local. Sua ideia já está se espalhando para outras escolas da região.

O arroz da merendeira foi apresentado aos estudantes e imediatamente incluído no cardápio regular da escola. “Eu queria criar um prato colorido e nutritivo que chamasse a atenção das crianças e mostrasse que utilizar todas as partes dos alimentos que temos não é bom apenas para sua saúde e para o meio ambiente, é também delicioso”, conta a cozinheira.

Pesquisa de aceitação
Como parte das atividades de educação alimentar e nutricional, alguns alunos participaram da elaboração da receita. Quando provaram o prato pela primeira vez, um grupo realizou uma pesquisa de aceitação que mostrou que 91% das crianças haviam gostado do prato e 70% disseram gostar de comer todos os ingredientes usados.

O arroz de Luciana foi utilizado pela escola para mobilizar toda a comunidade acadêmica. A nutricionista do colégio convidou pais e funcionários para discutir formas de aproveitar todas as partes dos alimentos e, assim, reduzir o desperdício e melhorar a nutrição.

De acordo com Luciana, depois dessa experiência, as crianças estão mais dispostas a experimentar novos alimentos, especialmente os vegetais. “Meu desafio diário é preparar refeições boas e saudáveis para as crianças. Quando faço esse prato, vejo as crianças cheias de alegria. É bom para eles, bom para mim e para todo o país”, afirma a merendeira.

No Brasil, o programa de alimentação escolar deve comprar pelo menos 30% dos alimentos de produtores familiares

Sua ideia transformou sua vida. Ela ganhou um prêmio em dinheiro do concurso de receitas e viajou para Brasília pela primeira vez. “Aprendi novas técnicas, experimentei diferentes pratos regionais, conheci gente nova e saí no jornal. Nunca vou esquecer esses momentos mágicos.”

Agricultura familiar
No Brasil, o programa de alimentação escolar deve comprar pelo menos 30% dos alimentos de produtores familiares, conforme estipulado pela Lei 11.947/2009. A comida feita localmente tem prioridade sobre alimentos que precisam viajar longas distâncias para chegar às escolas. As refeições devem seguir cardápios preparados por nutricionistas para fornecer quantidades mínimas de nutrientes e aproveitar os cultivos locais e os hábitos alimentares de cada lugar.

Essas características fizeram com que o modelo brasileiro se tornasse uma inspiração para outros países comprometidos com a busca de soluções sustentáveis para a fome. Com base na experiência brasileira, o Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), está apoiando mais de 30 países na concepção e implementação de programas de alimentação escolar vinculados à agricultura local.

O organismo da ONU é um dos parceiros que organizam o Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também apoia a iniciativa.

(Via ONU Brasil)

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PL sobre licenciamento ambiental pode dar mais segurança jurídica a empreendimentos

16 April 2018 - 11:05am

Com um mercado imobiliário cada vez mais aquecido no Brasil nos últimos anos, talvez um dos debates mais latentes na pasta jurídica, tem sido as regulamentações e impactos gerados ao meio ambiente. Diante deste panorama, diversas proposições são amplamente debatidas em nível nacional e internacional. Uma delas é o “Licenciamento Ambiental” que é uma exigência legal, onde todos os empreendimentos ou atividades que empregam recursos naturais precisam estar autorizados, uma vez que, possam causar algum tipo de degradação ou poluição ao meio ambiente.

Nesta perspectiva, os empreendimentos precisam estar alinhados com essas exigências administrativas e, posteriormente, de acordo com as diretrizes do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), além do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), temas que serão destaques no ADIT Juris 2018 no dia 16 de abril em Salvador – BA.

O advogado e consultor jurídico, Marcos Saes, ampliará o assunto no seminário, e aponta o Licenciamento Ambiental como um dos temas que mais precisam de atenção no setor. “A lei Geral do Licenciamento Ambiental, ou PL 3729/2004, que tramita há quatorze anos, visa dar um regramento geral e nacional do Licenciamento Ambiental, pois não há uma lei que seja chamada de “Lei Geral”, que traga as regras de aplicação nacional. É importante ter um regramento único e que sirva de parâmetro para todos os processos de licenciamento realizados no país”, pontuou.

A compreensão de ambos os temas no setor, e a necessidade de uma lei específica na esfera jurídica, constantemente levanta discussões no mercado imobiliário

Elaborado por uma equipe multidisciplinar, o EIA é um estudo científico, que reúne uma série de informações técnicas, captadas por profissionais legalmente habilitados, dispostos no – art. 11 da Resolução Conama n° 237/97. O estudo deve conter uma análise dos impactos ambientais que empreendimento poderá causar, bem como as medidas que abrandarão tais impactos no meio ambiente. O RIMA é um relatório que tem por finalidade tornar claro o conteúdo do EIA, possibilitando melhor compreensão pública.

Lei específica
A compreensão de ambos os temas no setor, e a necessidade de uma lei específica na esfera jurídica, constantemente levanta discussões no mercado imobiliário. “A gente vem acompanhando muito de perto, por meio do setor da construção civil, do setor imobiliário, através da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Secovi – SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais) e também pela Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano). A pauta nos possibilitou levar para dentro do texto, uma série de modificações no sentido de dar segurança jurídica, o que empreendedor precisa quando ele vai promover o licenciamento ambiental, desde o levantamento de custos, até a média de tempo necessária”, destacou Saes.

O advogado acredita que certamente a PL não resolverá todos os problemas, mas que a regulamentação será um marco muito importante para trazer segurança jurídica aos empreendimentos. Este e outros temas, serão abordados pelos melhores especialistas de direito imobiliário e turístico do País, durante os dois dias de programação do ADIT Juris 2018.

Mais informações sobre o evento e inscrições no site www.adit.com.br/aditjuris.

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