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Aprovado na Câmara, texto do Acordo de Paris segue para o Senado

17 July 2016 - 7:30am

 
Lançamento do "Ratifica Já!", em junho
Foto: Gilberto Soares/MMA

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, classificou como um avanço a ratificação do Acordo de Paris pela Câmara dos Deputados. Por unanimidade, a Casa aprovou na noite da terça-feira, 12 de julho, o texto que valida, em território nacional, o pacto mundial firmado pelo Brasil e mais de 190 países no fim do ano passado, na capital francesa. O documento segue, agora, para o Senado Federal. O objetivo da medida é conter a mudança do clima.

Defendida por Sarney Filho, a aprovação do Acordo de Paris na Câmara decorre de esforço da Frente Parlamentar Ambientalista e da sociedade civil por meio da campanha “Ratifica Já!”, lançada há cerca de um mês. “Frente ao histórico brasileiro de demora na ratificação de acordos socioambientais, esse foi um grande avanço e uma sinalização de que o Congresso também está sensível à questão da mudança do clima”, avaliou na quarta-feira (13) o ministro, na abertura da reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

A expectativa é que a votação no Senado Federal ocorra sem quaisquer objeções após o recesso parlamentar. Com a iminente aprovação do texto na Casa, o Brasil estará entre as primeiras e principais potências a ratificarem o Acordo de Paris. “Esse é um grande passo para que o Brasil se mantenha na dianteira do debate”, analisou o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Everton Lucero.

É necessário que pelo menos 55 países concluam a ratificação para que o tratado entre em vigor

A conclusão do processo ainda neste ano perpetuará a posição já consolidada de destaque do Brasil na agenda climática. Com a validação, o Brasil será, mais uma vez, pioneiro e contribuirá para o cumprimento de uma das principais cláusulas: é necessário que pelo menos 55 países, responsáveis por pelo menos 55% das emissões globais, concluam a ratificação para que o tratado entre em vigor. “Tivemos participação muito expressiva na negociação do Acordo”, afirmou Lucero. “Em vista da mobilização internacional, é possível que entre em vigor antes de 2020.”

O acordo
Concluído em dezembro de 2015 na 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o Acordo de Paris:

- Busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais e empreender esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.- Para isso, estabelece o processo que apresenta as contribuições nacionalmente determinadas (iNDCs), com metas individuais de cada país para a redução de emissões de gases de efeito estufa. No caso do Brasil, o objetivo é reduzir 37% até 2025 e 43%, até 2030.- Com intuito de aumentar a ambição dessas metas, cria um mecanismo de revisão a cada cinco anos dos esforços globais para frear as mudanças do clima.- Promove o financiamento coletivo de um piso de US$ 100 bilhões por ano para países em desenvolvimento, considerando suas necessidades e prioridades.

(Por Lucas Tolentino, do Ministério do Meio Ambiente)

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Programa de voluntários da ONU lança plataforma global em evento no Brasil

16 July 2016 - 7:30am


Voluntária da ONU trabalha com jovens na Mongólia
Foto: UNV

O Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) lançou na sexta-feira, 15 de julho, durante evento em Brasília, o novo site da plataforma de voluntariado online, fruto de uma parceria entre a equipe brasileira das Nações Unidas e da fabricante de eletrônicos Samsung.

O Brasil foi escolhido como local do lançamento mundial da plataforma por ocupar a quarta posição em número de voluntários online e por ter elevado potencial de crescimento no portal Online Volunteering, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que administra o programa.

Segundo o Pnud, o Programa de Voluntários das Nações Unidas acredita que o voluntariado online seja uma força global de mudança. O evento de lançamento foi a oportunidade para organizações e indivíduos unirem-se para enfrentar, de forma eficaz, os desafios para o desenvolvimento sustentável em qualquer lugar do mundo.

A iniciativa tem atividades em aproximadamente 130 países e escritórios em mais de 80

No evento, o UNV apresentou o novo website da plataforma Online Voluneetring, que fornece para voluntários e organizações do mundo todo uma forma ainda mais rápida, inclusiva e atraente de conectar e unir forças em prol da paz e do desenvolvimento.

Juntamente com o website redesenhado, o UNV lançará dois serviços adicionais, a consulta “1-click”, que permitirá às organizações acesso a cerca de 500 mil de pessoas interessadas em fornecer dados em tempo real para seus projetos, e uma sua solução de voluntariado online para funcionários de empresas globais, em conjunto com a Samsung, o primeiro parceiro oficial da iniciativa.

Sobre o programa
O Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) contribui para a paz e para o desenvolvimento por meio do voluntariado em todo o mundo, trabalhando com parceiros para integrar voluntários qualificados, altamente engajados em programas de desenvolvimento e para promover o valor e reconhecimento global do voluntariado.

A iniciativa tem atividades em aproximadamente 130 países e escritórios em mais de 80. Administrado pelo Pnud, o UNV foi criado pela Assembleia Geral da ONU em 1970 e opera no Brasil desde 1998.

(Via ONU Brasil)

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Jovem que criou solução para tratar água precisa de ajuda para ir a evento no MIT

15 July 2016 - 4:40pm


Anna desenvolveu um dispositivo de fácil adaptação para desinfecção solar da água a ser instalado em cisternas e reservatórios
Foto: Divulgação

Aos 18 anos de idade, a estudante baiana Anna Luísa Beserra vive uma angústia: angariar recursos para representar o Brasil em uma das melhores universidades do mundo, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O recurso do talento ela já tem (e de sobra). A startup desenvolvida por ela, a Safe Drinking Water for All (SDW), desenvolveu um dispositivo de fácil adaptação para desinfecção solar da água a ser instalado em cisternas e reservatórios. O Aqualuz pode minimizar o problema mundial da escassez hídrica.

Recentemente, Anna, que é estudante de Biotecnologia na Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi selecionada para participar do Global Entrepreneurship Bootcamp, evento do MIT dedicado aos jovens empreendedores mais talentosos do mundo. Mas falta-lhe o recurso financeiro. O encontro será realizado em Boston, nos Estados Unidos, entre os dias 7 e 12 de agosto. Para participar do Bootcamp, a universitária precisa pagar uma taxa de US$ 6 mil (R$ 19,3 mil). Como não ganhou bolsa do MIT, a jovem está realizando uma "vaquinha" virtual para angariar fundos para conseguir se inscrever. Ela precisa arrecadar R$ 30 mil até segunda-feira, 18 de julho. Para contribuir, é só clicar aqui.

O EcoD entrevistou Anna Luísa na quinta-feira (14), por e-mail:

EcoD: Como você ficou sabendo que havia sido selecionada para o curso de empreendedorismo do MIT e qual foi a sua sensação ao receber a notícia?

Anna Luísa Beserra: Eles me enviaram uma carta-convite dizendo que fui aprovada exatamente às 23h38 do dia 22 de junho. Quando vi que tinha sido aceita fiquei eufórica e bem feliz, pois estava em uma expectativa muito grande para esse curso e achava que tinha ido mal na segunda etapa (a da conferência em inglês), e já estava ficando triste... Então foi uma surpresa enorme ter sido aceita, porém um trecho da mesma carta dizia que não fui selecionada para a bolsa e tinha até o dia 30 de junho para pagar 2 mil dólares e até o dia 7 de julho para pagar outra taxa, de 4 mil dólares, totalizando 6 mil dólares, quase 20 mil reais, só de taxas do MIT. Fiquei desesperada por saber que minha família não teria condições de me ajudar e pelo prazo curto, ainda mais sendo época de São João aqui na Bahia, o que significava que poucas pessoas poderiam contribuir. Mesmo assim, não quis desistir: o não eu já tinha, fui buscar o sim. Pedi um prazo maior à eles e me deram até dia 16 de julho. Comecei uma campanha nas redes sociais, compartilhando meus dados bancários e contando a história. Nascia a campanha de financiamento coletivo pela plataforma Vakinha (a qual já estou finalizando, pois só posso retirar as doações 14 dias após cada depósito, fora as taxas cobradas).

Quando a SDW foi criada você imaginava ir tão longe, sendo agora selecionada para participar de um evento dedicado aos jovens empreendedores mais talentosos do mundo?

Claro que não. A SDW começou pequena, quando eu ainda tinha 15 anos, e minha projeção era apenas criar uma invenção, não tinha nenhuma perspectiva de vender e nem de tornar a SDW uma empresa. Até agora, já com 18 anos, participei de vários eventos nacionais representando a minha startup, ocupando lugares de destaque: Prêmio Santander Universidades, Prêmio Melhor da Inovação, Brazil Lab... Já fui semifinalista até do Eco-Challenge do TIC Americas, um evento muito disputado e que foi uma imensa honra poder chegar até essa etapa, demonstrando o potencial que a SDW tem frente a tantas outras ideias e startups de impacto não só do Brasil como do mundo. Mas falando do MIT Global Entrepreneurship Bootcamp, eu realmente não imaginava que poderia ser selecionada para um evento tão grandioso como esse. Só para ter ideia eles me disseram, recentemente, que receberam nessa edição 741 inscrições de jovens empreendedores de todo o mundo e só aceitaram 131 estudantes (para ocupar 50-60 vagas) em uma taxa de 17% de aprovação. Isso foi uma notícia extraordinária para mim, me senti valorizada, é como se eles estivessem dizendo para mim que acreditam no potencial da SDW em escala global! Sendo que não sei se algum outro brasileiro foi aceito para a seleção de alunos.


Modelo do Aqualuz
Imagem: SDW/Divulgação

"Quero poder inspirar pessoas como eu a acreditar que o mundo do empreendedorismo pode até ser difícil, mas é uma boa oportunidade para quem é cheio de ideias que podem mudar o mundo"

Em janeiro você dizia, também em entrevista ao EcoD, que a startup tinha o objetivo de firmar parceria com os governos, a fim de que o produto fosse repassado por um valor acessível a pessoas sem acesso à água potável. Houve algum interesse nesse sentido? O que falta para o dispositivo ser viabilizado?

Ainda não houve nenhum contato com o governo, pois tivemos muitos contratempos nessa trajetória. A equipe toda ficou defasada. De janeiro para cá todos que estavam saíram e entraram alguns novos que já saíram também. Ou seja, além de ainda não possuir recursos para cobrir despesas de desenvolvimento do produto, minha equipe técnica, que me ajudaria a tocar o projeto, não existe mais. Preciso de estudantes de engenharia que trabalhem, inicialmente, de forma voluntária para entrar na equipe (com possibilidade de virarem sócios também), a fim de me ajudarem a finalizar o projeto do protótipo novo, para que assim possamos implantar em locais pilotos e, a partir daí, demonstrar os resultados concretos do Aqualuz para setores do governo que possam nos indicar possíveis caminhos para uma parceria. Porém, caso esse plano não dê certo, tenho outras alternativas, aparentemente mais viáveis, para pôr o Aqualuz nas mãos de quem precisa o mais rápido possível.

Por si só, o fato de desenvolver uma solução no tratamento da água para as pessoas, principalmente de comunidades de baixa renda do sertão nordestino, mereceria uma maior atenção do poder público. Na sua opinião, por que isso não ocorre?

Acredito que não há atenção ainda devido ao estágio de desenvolvimento, porém a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado da Bahia já demonstrou interesse em ajudar. Talvez daqui para 2017 o cenário mude, pois espero já ter todos os laudos técnicos necessários e o relatório do projeto piloto para comprovar a efetividade e o potencial de mudar vidas do Aqualuz, para não só o poder público dar atenção, como também empresas e instituições que possam ajudar a execução de maneira viável.

Quais são as suas expectativas em relação ao evento do MIT?

O evento do MIT, uma das melhores universidades do mundo, para mim será uma caixinha de surpresas boas, tanto em relação ao ganho de experiência enriquecedor como empreendedora, quanto a vivencia e aprendizagem com pessoas, provavelmente mais experientes do que eu, de várias culturas diferentes que também possuem projetos fantásticos. O Bootcamp do MIT, segundo trecho retirado e traduzido da minha carta convite, é dedicado a fornecer aos estudantes uma educação que combina estudo acadêmico rigoroso com a emoção da descoberta, apoio e estímulo intelectual em uma experiência de imersão intensa. Quem participar vai ser empurrado para os seus limites, inspirado, desafiado e apoiado por sua equipe, professores do MIT, e outros estudantes de todo o mundo. Vai ser uma experiência de mudança de vida.

Tendo uma experiência como essa, comprometo-me a criar um mini-curso online e gratuito com todo o conteúdo aprendido, além de contar a minha experiência no curso! Quero poder inspirar pessoas como eu a acreditar que o mundo do empreendedorismo pode até ser difícil, mas é uma boa oportunidade para quem é cheio de ideias que podem mudar o mundo! Se eu posso ir para o MIT, qualquer um que se esforce também pode, basta querer!

Sua participação no evento do MIT depende, exclusivamente, da solidariedade das pessoas em doar na vaquinha virtual que está disponível até o dia 18?

Parcialmente, preciso de mais ajuda diretamente na minha conta corrente do Banco do Brasil, pois meu prazo para levantar o dinheiro é curto e o Vakinha só libera cada doação depois de 14 dias de efetuada. Já recebi também doações significativas de algumas instituições daqui de Salvador, mas não cobrem o valor total de 30 mil - até o dia 14 de julho eu só havia conseguido dois terços desse valor, então ainda preciso de muitas doações para conseguir os 10 mil restantes! Preciso que as pessoas acreditem que esse curso será importante para meu crescimento como empreendedora e que irá resultar em um impacto positivo para a evolução da SDW como empresa, afinal, boas empresas nascem de bons empreendedores.

  • Quer ajudar a realizar o sonho da Anna? Os dados da conta da jovem são os seguintes: Nome: Anna Luísa Beserra Santos
    Agência: 3385 - 5
    Conta: 35.194 - 6

 

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Novo índice demonstra que países precisam agir com urgência para atingir as metas globais

15 July 2016 - 7:30am


Sede da ONU, em Nova York, ilustra painéis com as metas da sustentabilidade
Foto: Cia Pak/ONU

Um ano atrás, líderes globais de 193 países membros da ONU se reuniram em Nova York para a maior cúpula da história e se comprometeram com as 17 Metas de Desenvolvimento Sustentável, um conjunto de objetivos ambiciosos relacionados às três dimensões do desenvolvimento sustentável – econômico, social e ambiental. Nesta quinta-feira, 14 de julho, a Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável (SDSN) e a Bertelsmann Stiftung lançaram um novo Índice e Painel das Metas de Desenvolvimento Sustentável proporcionando um boletim para o rastreamento do progresso das SDGs e para a garantia de responsabilidade.

O relatório mostra como líderes podem cumprir suas promessas e encoraja os países a não perderem a motivação para realizar reformas importantes. O Índice e Painel dos ODS coleta dados disponíveis de 149 países para avaliar a posição de cada um deles em 2016 em relação ao alcance dos ODS.

Os países que estão mais próximos a atingir as metas não são as maiores economias, mas são os países comparativamente pequenos e desenvolvidos: Suécia, Dinamarca e Noruega são os três países de melhor desempenho. A Alemanha e o Reino Unido são os únicos países do G7 classificados entre os melhores dez. Os Estados Unidos ocupa a 25ª classificação no Índice, enquanto a Federação Russa e a China ocupam respectivamente a 47ª e a 76ª posições. Países pobres e em desenvolvimento apresentam compreensivelmente as pontuações mais baixas no Índice dos ODS por possuírem poucos recursos à disposição: a República Centro-Africana, Chad e Níger ocupam a posição mais baixa no Índice e têm um longo caminho a seguir até alcançar os ODS.

O relatório destaca os maiores desafios por região: os países da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos) lutam para satisfazer as metas quanto à igualdade, consumo sustentável, mudanças climáticas e ecossistema, enquanto muitos países em desenvolvimento enfrentam grandes dificuldades para o fornecimento de serviços sociais e infraestrutura básica para a população. O leste e o sul da Ásia superam muitas outras regiões em desenvolvimento, mas os desafios em saúde e educação ainda persistem.

Níveis de desigualdade
Para a América Latina e o Caribe, as questões mais urgentes residem nos altos níveis de desigualdade. Apesar dos progressos recentes e significativos na África subsaariana, a região mais pobre do mundo enfrenta muitos desafios em relação a todos os ODS, com a extrema pobreza, fome e saúde representando as principais áreas que necessitam uma melhoria substancial.

"Líderes globais falaram muito na cúpula histórica no ano passado. Agora precisamos garantir que vão fazer o que falaram. Os primeiros anos de implementação serão cruciais para a realização das Metas de Desenvolvimento Sustentável até 2030", disse Aart De Geus, CEO e presidente da Bertelsmann Stiftung.

"As Metas de Desenvolvimento Sustentável são metas desafiantes, mas podem ser alcançadas se os países trabalharem em direção a elas com clareza e determinação. O Índice e o Painel dos ODS podem ajudar a delinear um caminho prático para a obtenção das metas", disse Jeffrey D. Sachs, diretor dos ODS.

Sobre o estudo
Por ocasião do Fórum Político de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Sustentável e o encontro ministerial em Nova York (18 a 20 de julho de 2016), a Bertelsmann Stiftung a e Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentáveis da ONU (SDSN) apresentarão o primeiro estudo comparativo do mundo sobre as Metas de Desenvolvimento Sustentável para 149 países. A SDSN é uma associação de institutos de pesquisa formada para apoiar os novos objetivos da ONU. A Bertelsmann Stiftung é uma das maiores fundações na Alemanha que trabalha para promover a inclusão social para todos.

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Sete processos químicos que precisam de inovações com urgência

14 July 2016 - 7:30am


Membranas, ou filtros muito finos, com novos materiais, como os nanotubos de carbono, são promissoras, mas ainda precisam chegar à escala industrial
Imagem: Scott Dougherty

Pesquisadores estão sugerindo concentrar os esforços de pesquisa e desenvolvimento em sete processos químicos de separação que são altamente intensivos em energia, com o objetivo de desenvolver versões de baixa energia.

Além de diminuir o uso de energia, melhores técnicas de separação de produtos químicos a partir de misturas deverão reduzir a poluição e as emissões de dióxido de carbono e abrir novas rotas para obtenção de recursos críticos que o mundo precisa.

"Queremos ressaltar quanto da energia do mundo está sendo usada para separações químicas e apontar algumas áreas onde grandes avanços poderiam ser feitos por meio da expansão das pesquisas. Esses processos são praticamente invisíveis para a maioria das pessoas, mas há grandes recompensas potenciais - tanto para a energia quanto para o meio ambiente - para o desenvolvimento de processos de separação otimizados nessas áreas," afirmam David Sholl e Ryan Lively, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.

Intitulada "Sete separações químicas para mudar o mundo", a lista não pretende ser exaustiva, mas destaca alguns dos processos industriais mais importantes na atualidade.

1. Hidrocarbonetos a partir do petróleo bruto
Hidrocarbonetos do petróleo são os principais ingredientes para produzir combustíveis, plásticos e polímeros - elementos-chave para a economia mundial. A cada dia, de acordo com o relatório, as refinarias de todo o mundo processam cerca de 90 milhões de barris de petróleo bruto, utilizando principalmente processos de destilação atmosférica, que consomem cerca de 230 gigawatts de energia por ano, o equivalente ao consumo total de energia do Reino Unido.

A destilação envolve o aquecimento do óleo cru para capturar diferentes compostos à medida que eles evaporam em diferentes pontos de ebulição - um processo chamado destilação fracionada. Encontrar alternativas é difícil porque o óleo é quimicamente complexo e deve ser mantido a temperaturas elevadas para manter o espesso óleo bruto fluindo.

2. Alcenos de alcanos
A produção de alguns plásticos requer alcenos - hidrocarbonetos, tais como o etano e o propeno, cuja produção anual é superior a 200 milhões de toneladas. A separação do eteno a partir do etano, por exemplo, tipicamente requer destilação criogênica de alta pressão.

Técnicas de separação híbridas que usem uma combinação de membranas (filtros muito finos) e de destilação poderiam reduzir o uso de energia por um fator de dois ou três, mas podem ser necessários volumes gigantescos de materiais para filtragem - até um milhão de metros quadrados de membrana para uma única indústria química.

3. Gases de efeito estufa de emissões diluídas
A emissão de dióxido de carbono e de hidrocarbonetos como o metano contribuem para a mudança climática global. A remoção desses compostos a partir de fontes diluídas, como as emissões de usinas de energia, pode ser feita usando amina líquida, mas remover o dióxido de carbono da amina exige calor. Por isso são necessários métodos menos dispendiosos para a remoção do CO2.

4. Metais de terras raras a partir de minérios
Elementos das terras raras são utilizados em ímãs, catalisadores e em LEDs, entre muitas outras aplicações de alta tecnologia.

Embora esses materiais não sejam realmente raros, é difícil obtê-los porque eles ocorrem em quantidades muito pequenas, devendo ser separados a partir de minérios com baixa concentração, utilizando processos mecânicos e químicos complexos. Virtualmente qualquer novidade será bem-vinda.

5. Urânio da água do mar
A energia nuclear poderia fornecer eletricidade adicional, mas as reservas de urânio do mundo são limitadas. No entanto, há mais de quatro bilhões de toneladas do elemento dissolvidas nas águas dos oceanos. A separação do urânio da água do mar é complicada pela presença de metais como o vanádio e o cobalto, que são capturados juntamente com o urânio pelas tecnologias existentes.

Processos para obtenção de urânio a partir da água do mar têm sido demonstrados em pequena escala, mas eles precisam ser melhorados antes que possam fazer uma contribuição substancial para a expansão da energia nuclear.

6. Separar derivados do benzeno
O benzeno e seus derivados são essenciais para a produção de muitos polímeros, plásticos, fibras, solventes e aditivos de combustível. Hoje estas moléculas são separadas usando colunas de destilação com o uso de uma energia anual combinada de cerca de 50 gigawatts. Avanços em membranas ou absorventes poderiam reduzir significativamente o gasto de energia.

7. Contaminantes-traço da água
A dessalinização já é crítica para satisfazer a necessidade de água potável em algumas regiões do mundo, mas o processo é intensivo em energia e em capital, tanto para os processos de membrana como para os de destilação. O desenvolvimento de membranas mais produtivas e mais resistentes a incrustações poderia reduzir os custos.

(Via Inovação Tecnológica)

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Jovem utiliza garrafas PET para levar luz a comunidades de baixa renda

13 July 2016 - 7:30am

Durante um intercâmbio em Nairóbi, no Quênia, o brasiliense Vitor Belota Gomes, de 17 anos, notou que muitas casas e escolas não tinham energia elétrica: algumas salas eram tão escuras que as crianças não conseguiam ver as próprias mãos.

Ao pesquisar sobre soluções de iluminação de baixo custo, ele conheceu o trabalho da ONG Liter of Light, que monta lâmpadas com garrafas PET.

As garrafas são enchidas com água e alvejante. Colocadas nos telhados das casas, elas ficam expostas à incidência dos raios solares que, pelo processo de refração da luz na água, conseguem iluminar o ambiente.

O sistema já foi instalado em comunidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, Brasília e de Florianópolis

Cada garrafa fornece a mesma quantidade de luz que uma lâmpada de 55 watts, com a vantagem de não emitir gás carbono. A solução foi criada pelo brasileiro Alfredo Moser durante o apagão de 2011 e foi copiada por vários países.

"Litro de Luz"
Vitor voltou do intercâmbio com a ideia de disseminar a técnica no Brasil. Ele criou a ONG Litro de Luz, encontrando certa dificuldade no iníco. “Diziam: ‘quem é esse playboy que quer subir no meu telhado e instalar uma garrafa?”, conta.

Ele conta que a maior reclamação dos moradores era a falta de iluminação nas ruas e não nas casas. O foco da ONG passou a ser o desenvolvimento de soluções para esse fim.

Poste de PVC
Uma deles é o poste de PVC acoplado a uma placa fotovoltaica que carrega uma bateria com capacidade para armazenar até 32 horas de energia e acende pequenas lâmpadas de led dentro das garrafas. O sistema já foi instalado em comunidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, Brasília e de Florianópolis.

A próxima cidade que vai receber o projeto de iluminação sustentável é Caapiranga, município de 12 mil habitantes no Amazonas. “Vamos entrar na Amazônia com projeto de longo prazo. É a região mais carente de energia, onde muitos dependem de geradores a diesel que só funcionam algumas horas por dia”, diz.

(Via Razões Para Acreditar, com informações da Folha de S.Paulo)

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VÍDEO: O que você realmente quer para as meninas e mulheres? #WhatIReallyReallyWant

12 July 2016 - 7:30am

Em 2015, os líderes mundiais prometeram colocar as meninas e mulheres em primeiro lugar ao adotarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – os ODS – para acabar com a pobreza, frear as mudanças climáticas e combater as desigualdades.

As meninas e as mulheres são desproporcionalmente afetadas por estes desafios e são fundamentais para a construção de comunidades resilientes.

É por isso que precisamos garantir que os líderes mundiais e o secretário-geral da ONU ouçam as vozes de meninas e mulheres e as coloque em todas as políticas e planos.

2016 é a nossa chance de usar o nosso poder coletivo e dizer a todos o que realmente queremos para meninas e mulheres.

Se você levantar sua voz, vamos fazer sua mensagem chegar aos líderes mundiais na ONU em setembro deste ano. Os Objetivos Globais só serão alcançados se governos, empresas e comunidades – e você também! – investirem em meninas e mulheres!

Junte-se ao movimento! www.globalgoals.org/pt/join-the-movement-girls

(Via ONU Brasil)

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Museu do Amanhã é o primeiro do país a obter certificação Leed Ouro

11 July 2016 - 1:53pm


O projeto foi avaliado desde sua concepção, em sete categorias
Imagens: Thales Leite/Divulgação

Seis meses depois de inaugurado, o Museu do Amanhã recebeu recentemente o selo Ouro na certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo Green Building Council – principal instituição americana na chancela de edificações verdes. É o primeiro museu do país a obter este reconhecimento internacional no segundo mais alto nível de classificação – são quatro: certificado, prata, ouro e platina.

Para conquistar o selo Ouro, o projeto foi avaliado desde sua concepção, em sete categorias: uso racional da água; espaços sustentáveis; qualidade dos ambientes internos da edificação; inovação e tecnologia; atendimento a necessidades locais; redução, reutilização e reciclagem de materiais e recursos; eficiência energética. Ao longo da obra, o Museu foi vistoriado continuamente por equipes da Casa do Futuro, empresa de consultoria especializada em sustentabilidade e novas tecnologias em edificações contratada pela Fundação Roberto Marinho, e pelo Green Building Council.

Uma das âncoras da revitalização da região portuária, o Museu do Amanhã tem arquitetura sustentável, que dialoga com seu conteúdo. Assinado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o projeto é voltado para o melhor aproveitamento de recursos naturais da região. Entre seus diferenciais, destacam-se a tecnologia empregada na captação da energia solar e o uso das águas da Baía de Guanabara no sistema de ar condicionado. A estimativa é que, por ano, sejam economizados 9,6 milhões de litros de água e 2.400 mega watt/hora (MWh) de energia elétrica, o que seria suficiente para abastecer 585 residências.

Parte da energia utilizada no edifício é gerada pela captação de energia solar: as grandes estruturas de aço instaladas em sua cobertura móvel servem de base para placas fotovoltaicas e, ao longo do dia, se movimentam como asas para acompanhar o posicionamento do sol

A água da Baía é captada pelo museu com duas finalidades: para abastecer os espelhos d’água e para o sistema de refrigeração, onde é utilizada na troca de calor Depois de passar por um processo de filtragem de sólidos e usada na climatização do Museu, é devolvida ao mar.

O uso racional da água também se dá no tratamento e na reutilização das águas de pias, lavatórios, chuveiros e chuvas, além do volume proveniente da desumidificação do ar (o “pinga-pinga” do ar condicionado) – que sozinho pode render até 4 mil litros de água ao dia.

Energia solar
Parte da energia utilizada no edifício é gerada pela captação de energia solar: as grandes estruturas de aço instaladas em sua cobertura móvel servem de base para placas fotovoltaicas e, ao longo do dia, se movimentam como asas para acompanhar o posicionamento do sol. O projeto também prioriza a entrada de luz natural. Já o paisagismo, assinado pelo escritório Burle Marx, traz espécies nativas, que necessitam de pouca rega, ressaltando a vegetação típica da região costeira da cidade – são mais de 5.500 metros quadrados de área de jardins.

Medidas voltadas para a obtenção do selo Ouro foram adotadas desde o início da construção do museu, com a redução e correta destinação de resíduos para reciclagem – sobras das estacas das fundações, por exemplo, foram utilizadas na construção dos barracões utilizados durante a obra. Foram poupadas toneladas de aço com essa ação. A seleção de materiais também foi realizada a partir de critérios ambientais, dando preferência a materiais com componentes reciclados, baixa toxidade, alta durabilidade e produzidos próximos ao local da obra, além da utilização de madeira certificada FSC.

Principal certificação
Emitido em mais de 130 países de todo o mundo, o selo Leed é considerado a principal certificação de construção sustentável para os empreendimentos do Brasil, onde é representado oficialmente pelo Conselho de Construção Sustentável do Brasil, criado no país em 2007.

Cultura da arquitetura sustentável
Além do Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio – MAR, também concebido e realizado pela Fundação Roberto Marinho em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, recebeu o selo Prata na certificação Leed em 2013 – ano de sua inauguração. Juntos, os dois museus contribuíram para mudar a paisagem da Praça Mauá, no centro do Rio, como parte do projeto de requalificação da zona portuária da cidade, atraindo cada vez mais cariocas e turistas para a região e incrementando o comércio local.

“A conquista do selo Ouro no Museu do Amanhã reflete a dedicação da equipe envolvida no projeto, de diferentes instituições, que buscou soluções e se empenhou para alcançar este reconhecimento fundamental para um museu que tem como missão despertar em seus visitantes para a construção de um amanhã guiado pela ética da convivência e da sustentabilidade”, destaca a gerente geral da área de Patrimônio da Fundação Roberto Marinho, Lucia Basto.

“Queremos disseminar internamente a cultura da construção verde, difundi-la entre nossos fornecedores e parceiros e implementá-la em outras iniciativas. Quando nos vimos diante do desafio de conceber três novos museus no Rio – MAR, Museu do Amanhã e MIS, em construção na Av. Atlântica, em Copacabana –, em 2009, percebemos que era o momento apropriado para estimular e ampliar as práticas da arquitetura sustentável também na esfera pública. Para nossa felicidade, estávamos alinhados com a Prefeitura e o governo do Estado, que compraram essa ideia”, complementa.

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Híbrido entre carro e bicicleta, conceito Schaeffer pode ser alternativa de locomoção no futuro

10 July 2016 - 7:30am


Os criadores afirmam que o plano é construir de 30 a 40 unidades até 2017
Imagem: Divulgação

A produção de carros elétricos, que parecia coisa de cinema na década de 90, já é uma realidade... E a tendência é o crescimento. Mas antes que o mercado desse tipo de carro cresça e os veículos fiquem mais baratos e populares, é importante pensar numa questão: será que os carros elétricos são mesmo necessários nas cidades?

Mesmo quem mora em grandes metrópoles dificilmente deve usar o carro para se locomover por mais de 70 quilômetros por dia. Então não seria mais fácil usar outro tipo de transporte que não o carro que pesa algumas toneladas e é tão caro e cheio de apetrechos? Claro, não é todo mundo que quer andar de bike, caminhar ou enfrentar transporte público lotado. Mesmo assim, já estão surgindo alternativas que tentam mesclar bikes, skates e patinetes com algum grau de motorização (geralmente elétrica) para ajudar na subida de ladeiras - o que torna esses meios de transportes alternativos mais eficazes como opções para locomoção ao trabalho, por exemplo.

A última novidade é o Schaeffler Bio-Hybrid. Trata-se de um veículo movido a pedaladas, que possui motor elétrico e quatro rodas. Pesando 80 quilos, com dois metros de comprimento e 80 centímetros de largura, o meio de transporte tem um motor de 250 watts (legalmente, ele é uma bicicleta na Alemanha). Seus criadores acreditam que ele tenha autonomia de 50 a 100 quilômetros dependendo do tipo de terreno.

Há apenas um pequeno problema: o veículo não existe de verdade. Há apenas um único conceito fabricado até o momento, mas os criadores afirmam que o plano é construir de 30 a 40 unidades até 2017, e testá-las para saber o que usuários têm a dizer. Assim que o veículo começar a ser produzido, seus desenvolvedores estimam um custo final para usuário entre os preços padrões de uma bike elétrica (menos de US$ 9 mil).

Será que daqui a alguns anos as ruas de vários países do mundo estarão ocupadas por esse tipo de veículo? É esperar para ver.

Para saber mais a respeito, clique aqui.

(Via eCycle, com informações do Treehugger)

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Cápsulas biodegradáveis para café?

9 July 2016 - 7:30am

Imagens: Divulgação/Club Coffee

As cápsulas de café expresso foram uma revolução do ponto de vista do consumidor: é só colocar os potinhos na máquina, apertar um botão e esperar a mágica acontecer. O lado ruim é que essas embalagens são difíceis de reciclar, e acabam se tornando um problemão em um mundo em que diminuir a produção de resíduos é cada vez mais necessária.

Hamburgo, na Alemanha, chegou a proibir o uso desse tipo de café nos prédios públicos locais. Discussões sobre a proibição ou o reaproveitamento das cápsulas têm sido frequentes em alguns países, mas finalmente alguém parece ter chegado a uma solução menos drástica.

A empresa canadense Club Coffee afirma ter inventado as primeiras cápsulas de café biodegradáveis. Chamadas PurPod 100, as embalagens são feitas não com plástico ou alumínio, mas de resíduos do café. As cascas dos grãos formam um bioplástico, que pode ser utilizado até como adubo.

A Club Coffee recomenda o descarte das cápsulas junto com o lixo orgânico ou seu uso na compostagem, já que elas preservam nutrientes que podem ajudar no desenvolvimento de plantas. Certificada por organizações canadenses e norte-americanas, as PurPod 100 demoram cerca de 84 dias para desaparecer completamente do solo.

(Via Hypeness)

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Células solares flexíveis para envelopar edifícios zero-energia

8 July 2016 - 7:30am


Células solares flexíveis apresentaram o mais alto índice de eficiência já obtido em células desse tipo em tamanho comercial
Foto: Dallas Kilponen

Os edifícios "energia zero" - que geram toda a energia que consomem, ou mais - estão agora mais perto da realidade graças à viabilização de um conceito de energia solar longamente esperado.

Uma equipe da Austrália alcançou a maior eficiência já registrada em células solares flexíveis não-tóxicas e com baixo custo de produção, que poderão ser usadas para envelopar todo o edifício, transformando suas paredes em gigantescos painéis solares.

A promessa de edifícios de energia zero é antiga, mas vem esbarrando em dois obstáculos: o alto custo das células solares de película fina, que podem ser fabricadas por impressão em formato de rolo, e o fato de que elas geralmente são feitas materiais caros e tóxicos - CdTe (telureto de cádmio) e CIGS (cobre-índio-gálio-seleneto).

Células solares CZTS
Chang Yan e seus colegas da Universidade de Nova Gales do Sul mudaram isto usando uma tecnologia de película fina alternativa conhecida como CZTS, sigla dos elementos que entram em sua composição: cobre, zinco, estanho (tin) e enxofre (sulfur).

Além de serem ambientalmente amigáveis, as células solares flexíveis apresentaram o mais alto índice de eficiência já obtido em células desse tipo em tamanho comercial.

O índice de eficiência, de 7,6% em uma área de 1 cm², foi confirmado pelo Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos EUA.

Células solares empilhadas
"Além de seus elementos serem mais comuns e ambientalmente benignos, estamos interessados nessas células solares CZTS por duas razões: elas podem ser depositadas diretamente em materiais na forma de camadas finas, que são 50 vezes mais finas que um fio de cabelo humano, por isso não há necessidade de fabricá-las sobre pastilhas de silício e interligá-las separadamente", disse o professor Martin Green, coordenador da equipe.

"E elas também respondem melhor do que o silício ao comprimento de onda de luz azul e podem ser empilhadas como uma película fina sobre as células de silício para melhorar o desempenho global", finalizou.

(Via Inovação Tecnológica)

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Brasileiro consome doces e refrigerantes em excesso, mostra estudo

7 July 2016 - 2:26pm


O refrigerante ocupa o sexto lugar na lista dos 20 alimentos mais consumidos por adolescentes brasileiros
Foto: Adalberto Gonzaga Filho/Flickr/(cc)

Mais de 20% dos brasileiros consomem doce cinco ou mais dias da semana, com as mulheres liderando os números – 22,1% contra 17,6%. Além disso, 19% consomem refrigerantes ou sucos artificiais quase todos os dias. Desta vez, o percentual é maior entre os homens – 22,4% contra 16,1%. 

O refrigerante ocupa o sexto lugar na lista dos 20 alimentos mais consumidos por adolescentes brasileiros, à frente de hortaliças e frutas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e foram divulgados nesta quinta-feira, 7 de julho, pelo Ministério da Saúde. O estudo ouviu brasileiros maiores de 18 anos residentes em todas as capitais do país.

O estudo revela que 64,8% dos brasileiros consomem feijão cinco ou mais dias da semana e que 37,6% da população adulta consomem frutas e hortaliças regularmente. Em 2010, o índice era 29,9%. As mulheres são as que mais consomem frutas e hortaliças – 43,1% contra 31,3% entre os homens.

Ainda de acordo com a Vigitel, 31,1% dos brasileiros têm o hábito de consumir carnes com excesso de gordura (inclusive frango com pele). A maior frequência, nesse caso, foi registrada entre os homens (42,6%).

Os números também mostram que 15,5% dos brasileiros substituem o almoço ou o jantar por lanches. O hábito é mais comum entre pessoas com 65 anos ou mais e, segundo o estudo, tende a aumentar de acordo com o nível de escolaridade.

(Por Paula Laboissière, da Agência Brasil)

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Curitiba terá ciclovias que geram energia a partir do movimento

6 July 2016 - 2:25pm


Os sensores, que além de sustentáveis ajudarão também na segurança dos ciclistas, serão implantados em 18,5 quilômetros de ciclovias
Foto: Cesar Brustolim/SMCS

A Soundpower, empresa japonesa de tecnologia, escolheu Curitiba para um projeto inovador no mercado brasileiro. A partir do segundo semestre deste ano, as ciclovias da cidade irão produzir energia para ajudar a abastecer um sistema de iluminação inteligente, informa o portal Hypeness.

Sensores instalados nas ciclovias produzirão a eletricidade através do som e da vibração provocados pelas bikes. Ou seja, quanto mais pessoas pedalando, mais energia será produzida. A quantidade de energia gerada será suficiente para acionar a sinalização luminosa nos cruzamentos envolvendo ciclovias e vias, além de coletar dados sobre intensidade de fluxo que irão ajudar no planejamento e expansão das ciclovias.

O projeto piloto é uma parceria entre a Soundpower, a Prefeitura de Curitiba e o governo japonês, e faz parte de um plano de iluminação já existente na cidade. “Enxergamos a possibilidade de integrar o produto deles ao nosso projeto, tornando todo o sistema mais inteligente para os ciclistas de Curitiba”, disse Fábio Ribeiro de Camargo, diretor de Iluminação Pública da administração municipal da capital paranaense.

Os sensores, que além de sustentáveis ajudarão também na segurança dos ciclistas, serão implantados em 18,5 quilômetros de ciclovias, mas trechos compartilhados como as ciclofaixas, por exemplo, não serão contemplados nesta primeira fase.

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Conheça o primeiro ar-condicionado sem eletricidade

5 July 2016 - 7:30am

O que para nós é comum, como eletricidade, internet, água corrente e limpa, comida, para outros é luxo.

E em alguns lugares, estas privações tornam-se um problema ainda maior por causa das altas temperaturas.

É o caso das cerca de 28 mil pessoas que vivem em Daulatdia em Bangladesh, empilhadas em casebres sem água corrente, com temperaturas que passam de 45ºC.

E com boa vontade, criatividade e custo quase zero, criaram o primeiro ar-condicionado sem eletricidade.

A invenção é feita com um pedaço de papelão duro e uma série de garradas plásticas recicladas. São feitos furos no papelão, que acabam preenchidos com os fundos e os pescoços das garrafas cortadas.

Depois de finalizado, o painel é colocado na frente da porta ou janela. O efeito refrigerador é imediato e pode refrescar um espaço interno em mais de doze graus celsius negativos.

Isso acontece pois o ar quente entra as garrafas pelo lado de fora e depois manda um ar mais frio pra fora pela passagem do fino pescoço.

E, claro, além de trazer este alívio aos moradores da aldeia, também incentiva a reciclagem por meio da coleta de materiais.

Agora, confira o vídeo que mostra como funciona:

 

(Via Razões Para Acreditar, com informações do Não Acredito)

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Mergulhadores retiram lixo do Lago Paranoá

4 July 2016 - 1:53pm


Estudantes de mergulho do DF participaramm da ação de limpeza do Lago Paranoá
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mergulhadores fizeram no domingo, 3 de julho, uma ação de limpeza no Lago Paranoá, em Brasília, com a expectativa de retirar uma tonelada de lixo das águas. Entre os itens retirados do lago desde o início da manhã estão principalmente latas de bebida, garrafas PET e sacos plásticos.

Essa é a segunda ação de limpeza do lago que o grupo de mergulhadores de escolas do Distrito Federal faz este ano. A atividade foi organizada a convite do projeto Na Praia, um evento de lazer produzido por empresa privadas que reproduz uma praia às margens do Lago Paranoá.

Cada mergulhador que voltava do lago trazia um saco com lixo e despejava o conteúdo que ia sendo acumulado em pilhas. No final da manhã, era possível ver grande quantidade de latas de cerveja e refrigerante, garrafas de bebidas de vidro e PET, cocos, pneus, sacolas plásticas. Havia também pedaço de vidro, boné, sandália, sapato e óculos de mergulho.

As margens de píeres são os locais onde mais se concentra o lixo já que também é onde há maior aglomeração de pessoas para o lazer

O mergulhador e proprietário de escola de mergulho no DF, Thiago Abreu, diz que em outras ações já se encontrou até sofá, colchão e uma arma, nas águas do Lago Paranoá. De acordo com Thiago, as margens de píeres são os locais onde mais se concentra o lixo já que também é onde há maior aglomeração de pessoas para o lazer.

Atividades de limpeza
Thiago Abreu conta que ao longo do ano os mergulhadores fazem atividades de limpeza como essa e destaca a que é feita regularmente no mês de setembro, em parceria com o Governo do Distrito Federal, quando há uma mobilização mundial pela retirada de lixo de mares, rios e lagos.

O mergulhador ressalta a importância ambiental de recolher o lixo atirado do Lago Paranoá. “É uma ação de cunho social e ambiental em prol da limpeza do lago. As garrafas PET que retiramos podem ser recicladas e os pneus, utilizados nos píeres. Encontramos itens que poluem o lago por anos como as latinhas, que demoram muitos anos para deteriorar”, disse. Segundo Thiago Abreu, cerca de 40 mergulhadores de três escolas participaram do evento de hoje.

O Lago Paranoá é um lago artificial com 48 quilômetros quadrados de área. Formado pelas águas represadas do rio Paranoá, foi criado com o objetivo de aumentar a umidade na região.

(Por Yara Aquino, da Agência Brasil)

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Prédio sustentável do Sinduscon-PR vai pleitear selo Leed Platinum

1 July 2016 - 7:30am


 

As obras do novo prédio do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) serão iniciadas neste mês de julho e terão como destaque a utilização de energia fotovoltaica e o reuso da água em ambiente com temperatura constante graças ao revestimento da fachada em vidro duplo e refletivo ao calor solar e ao frio, portanto, com o uso limitado do ar-condicionado.

O novo prédio foi contratado pelo Sinduscon-PR junto à ARCE Construtora & Incorporadora, e ficará situado próximo a sede da entidade, no Centro Cívico, em Curitiba. Em 4.830 metros quadrados, a edificação terá oito pavimentos e respeitará todos os preceitos da Certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design).

Segundo o diretor da ARCE, Rodrigo Fernandes, o edifício é um dos poucos que estará apto a receber a certificação Leed Platinum. “Desde a concepção do projeto à execução da obra, a construção respeitará o meio ambiente”.

A expectativa é de que o prédio seja entregue em janeiro de 2018

A emissão da certificação Leed é realizada pelo GBC (US Green Building Council) há mais de uma década nos EUA para a construção sustentável. O Selo Leed Platinum refere-se a edificações que conquistaram mais de 80 pontos. O objetivo da certificação é incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações.

Fernandes explica ainda que a construção da obra usará a tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção), um software que prevê projetos arquitetônicos e complementares rigorosamente compatibilizados antes do início da obra, e que acompanha o cronograma de execução do edifício, acarretando significativa economia de tempo e de materiais e menor custo operacional.

O Sinduscon-PR está investindo cerca de R$ 9,2 milhões na construção da obra. A expectativa é de que o prédio seja entregue em janeiro de 2018 e gere 400 empregos diretos e indiretos no processo de construção, do início ao fim, sendo que 70 somente no canteiro de obras. O novo prédio é comercial e será colocado para locação. Ele terá lajes corporativas – escritórios grandes e de alto padrão – com aproximadamente 700 metros quadrados.

Sustentabilidade econômica
O Sinduscon-PR é uma das 80 entidades que representam empresas da construção civil brasileira e que tem o maior número de associados do Brasil, cerca de 1.100. Segundo o vice-presidente da Área Técnica da entidade, Euclesio Manoel Finatti, em função da dimensão do Sinduscon-PR foi preciso manter a ideia constante de três gestões anteriores de ter sustentabilidade econômica. “O prédio vem de encontro a isso e, mantendo a locação, gerará renda direta”, afirma. Ele faz questão de frisar a autossustentabilidade em energia do novo prédio. “Vai sobrar energia e vamos usar como crédito para pagamento de energia do prédio do bairro Parolin”, explica.

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Venda de lâmpadas incandescentes está proibida no país a partir de hoje

30 June 2016 - 3:57pm


A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Fotos Públicas

A partir desta quinta-feira, 30 de junho, está proibida a venda de lâmpadas incandescentes no Brasil. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) começa a fiscalizar na sexta-feira, 1º de julho, por meio dos institutos de Pesos e Medidas (Ipem) estaduais, estabelecimentos comerciais que ainda tenham à disposição lâmpadas incandescentes com potência de 41watts (W) até 60 W. Quem não atender à legislação poderá ser multado entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão.

A restrição foi estabelecida pela Portaria Interministerial 1.007/2010, com o objetivo de minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica. Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75% em comparação a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. Se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%.

A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W. Este ano, começou a ser proibida também a produção e importação de lâmpadas incandescentes de 25 W a 40 W, cuja fiscalização ocorrerá em 2017.

Agora, somente 30% das residências usam esse tipo de lâmpada, que não podem mais ser comercializadas no Brasil

Fiscalização
Segundo o responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro, engenheiro Marcos Borges, a fiscalização tem caráter educativo, porque os comerciantes foram orientados sobre a proibição desde o ano passado. “Por isso, entendemos que o impacto não é brusco para os comerciantes, porque eles já vêm sendo instruídos nesse sentido desde a assinatura da portaria, em 2010.”

Borges informou que, desde o apagão de 2001, o Inmetro desenvolve um programa de educação do consumidor brasileiro, no qual mostra que as lâmpadas incandescentes duram menos e consomem muito mais energia do que, por exemplo, a lâmpada fluorescente compacta. “Ficou claro para o consumidor que a lâmpada fluorescente compacta era muito mais econômica que a incandescente.”

Economia
Ele citou, como exemplo, o caso de uma casa com dois quartos que usaria em todos os cômodos lâmpadas incandescentes de 60 W. “Elas gerariam valor em um mês de R$ 20 a R$ 25 para iluminar a casa. Ao trocar por uma lâmpada equivalente fluorescente compacta, essa conta cairia para R$ 4 ou R$ 5 em apenas um mês. O consumidor entendeu isso e, ao longo do tempo, já vai deixando de usar esse material.”

Números do Inmetro mostram que, em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados pelas incandescentes. Agora, somente 30% das residências usam esse tipo de lâmpada, que não podem mais ser comercializadas no Brasil, seguindo recomendação da Agência Internacional de Energia (AIE).

(Por Alana Gandra, da Agência Brasil)

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Curitiba recebe primeiro ônibus elétrico híbrido da Volvo

30 June 2016 - 7:30am


O sistema reduz em até 75% o consumo de diesel e a emissão de poluentes
Foto: Maurilio Cheli / SMCS

O primeiro ônibus elétrico híbrido da Volvo a circular em uma cidade da América Latina foi apresentado na quarta-feira, 29 de junho, em Curitiba. O modelo menos poluente vai rodar no transporte de passageiros na linha Juvevê Agua Verde, por um período de seis meses. O EcoD já havia anunciado a novidade em abril do ano passado.

“É mais um passo que Curitiba dá na direção da sustentabilidade. Queremos cada vez mais incorporar novas tecnologias e reduzir a emissão de poluentes, pensando em soluções que beneficiem o maior número de pessoas e coloquem o coletivo acima do individual”, destacou o prefeito da capital paranaense, Gustavo Fruet.

Com tecnologia plug-in, o elétrico híbrido permite a recarga de bateria em pontos de embarque e desembarque de passageiros. O projeto é resultado de uma parceria global da Volvo com a Siemens, que desenvolveu as estações de carregamento rápido da bateria do motor elétrico, que propicia aos veículos maior tempo de operação em modo elétrico, reduzindo o uso de combustíveis fósseis.

O sistema reduz em até 75% o consumo de diesel e a emissão de poluentes. Além disso, o consumo total de energia do modelo é 60% menor que dos ônibus movidos a diesel, o que representa um enorme ganho ambiental para a cidade.

“Este veículo é mais um passo que damos para a consolidação do projeto de eletromobilidade da Volvo na América Latina. Mantemos com Curitiba, cidade sede do Grupo Volvo continente, uma longa história para a demonstração e desenvolvimento de tecnologias e soluções de transporte que ofereçam mais qualidade aos sistemas de transporte e atendam às demandas e compromissos globais de redução de emissões”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.


"Mais qualidade aos sistemas de transporte", ressaltou Pimenta
Foto: Volvo/Divulgação

O veículo oferece flexibilidade de operação, podendo operar em modo 100% elétrico em áreas definidas (período em que não emite poluentes e é totalmente silencioso), e em modo híbrido em qualquer parte do percurso.

O veículo vai circular na linha Juvevê Agua Verde, que tem 22,4 quilômetros e transporta cerca de 2,2 mil passageiros por dia. A estação para recarga da bateria foi instalada em um ponto de ônibus em uma pracinha da rua Menezes Dória, no bairro Hugo Langue, próximo à Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias.

A recarga da bateria do motor elétrico é feita durante o tempo embarque e desembarque de passageiros e leva, no máximo, 6 minutos para receber uma carga total. A estação carregamento de alta potência foi desenvolvida e instalada pela Siemens.

O elétrico híbrido será comparado a outros dois ônibus com a mesma configuração e capacidade de passageiros

O elétrico híbrido é a segunda geração de ônibus de baixas ou zero emissões de poluentes desenvolvidos pela Volvo. A primeira geração é a dos híbridos, já produzidos em escala no Brasil; e a terceira é a do ônibus 100% elétrico, em testes na Europa.

A bateria do motor elétrico do modelo elétrico híbrido, além de receber as recargas rápidas nas estações, também é carregada com a energia regenerada pelas frenagens do veículo, assim como acontece como os modelos híbridos já em circulação em Curitiba. O veículo é do tipo padrón, com capacidade para 91 passageiros. Com um design moderno, oferece aos passageiros conforto, wi-fi e acessibilidade.

Testes
Os testes de demonstração do ônibus elétrico híbrido têm como objetivo avaliar e comprovar os ganhos ambientais e a viabilidade da tecnologia para os sistemas de transporte das cidades latino-americanas.

“Nosso objetivo é que Curitiba seja um laboratório e campo de demonstrações da tecnologia com baixas emissões de poluentes para outras cidades brasileiras e de outros países para da América Latina. Os resultados dos testes vão nos oferecer informações importantes para o desenvolvimento de um projeto sólido de eletromobilidade no continente”, afirma André Trombini, gerente de estratégia e novos negócios da Volvo Bus Latin America.

Durante os seis meses de demonstração, o elétrico híbrido será comparado a outros dois ônibus com a mesma configuração e capacidade de passageiros: um híbrido e um movido a diesel. Os três vão circular na mesma linha e com as mesmas condições de intensidade de tráfego e passageiros. O objetivo é avaliar e comparar a performance de cada um dos modelos em consumo de combustível, a redução de emissões, a eficiência energética e o custo operacional.

Os testes de demonstração do elétrico híbrido em Curitiba são a terceira fase do desenvolvimento do projeto de eletromobilidade da Volvo na América Latina. A primeira fase foi o início da produção e comercialização do híbrido convencional no Brasil, e a segunda a demonstração do híbrido articulado que está em operação também em Curitiba.


O veículo possui ainda uma funcionalidade que permite definir as áreas onde o ônibus vai operar no modo 100% elétrico e limitar sua velocidade máxima onde há grande fluxo de pedestres
Foto: Volvo/Divulgação

Os dados dos veículos serão monitorados por meio de telemetria, com o sistema de gerenciamento de frotas da Volvo. O sistema oferece informações como consumo de combustível, emissão de poluentes, distância percorrida no modo 100% elétrico e aproveitamento das frenagens para recarga da bateria do motor elétrico. Além de dados de quantidade de passageiros e segurança como frenagens, curvas e acelerações bruscas.

Integrada ao gerenciamento de frotas, o veículo possui ainda uma funcionalidade que permite definir as áreas onde o ônibus vai operar no modo 100% elétrico e limitar sua velocidade máxima onde há grande fluxo de pedestres. Nestas áreas, por exemplo, mesmo que o motorista acelere, o veículo não ultrapassa a velocidade definida. A definição da URBS para a operação do ônibus elétrico híbrido em Curitiba, é que ele circule no modo 100% elétrico nas ruas de área calma onde a velocidade máxima é de 40 km/h.

Lançado na Europa em 2014, o elétrico híbrido é a segunda geração de ônibus híbridos da Volvo. O modelo está em operação em cidades como Gotemburgo, Hamburgo, Luxemburgo e Estocolmo.

Eletromobilidade
A demonstração do elétrico híbrido em Curitiba faz parte de uma estratégia global da Volvo Buses, para desenvolvimento do projeto de eletromobilidade da marca, que prevê a oferta de soluções de transporte urbano sustentáveis do ponto de vista ambiental e econômico.

Os testes não envolvem qualquer custo para Curitiba. São uma parceira entre a Volvo, a Siemens, Ericsson, URBS, o Setransp (Sindicato das Empresas de Onibus de Curitiba e Região Metropolitana), UTFPR (Universidade Tecnológica do Paraná) e as empresas de transporte urbano Redentor, Cidade Sorriso e Glória.

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E-book gratuito dá dicas de como evitar químicas nocivas em produtos de beleza

16 June 2016 - 10:09am

E se você soubesse que boa parte dos seus cosméticos contém químicas perigosas? Muitas pessoas nem desconfiam, mas ingredientes usados em produtos de beleza convencionais podem trazer riscos para a saúde - desde simples alergias até câncer.

O e-book gratuito Beleza Tóxica - saiba o que está por trás do seu cosmético explica como detectar substâncias nocivas nos rótulos e traz dicas práticas para cuidar da pele e dos cabelos de maneira mais segura. Fazer uma lista de ingredientes “proibidos” e deixar na bolsa, diminuir a quantidade de cosméticos e preferir produtos sem fragrância são algumas delas.

“Diariamente, as pessoas estão expostas a dezenas de ingredientes associados a problemas como dermatite, distúrbios hormonais e até câncer. Nós precisamos falar sobre isso”, diz Nyle Ferrari, autora do livro e referência quando o assunto é beleza natural. “Se nós lemos os rótulos dos alimentos e nos preocupamos com a procedência da comida, por que não questionar o que vai ser aplicado na pele, maior órgão do corpo?”, completa.

A decisão de usar cosméticos mais seguros veio há quatro anos, quando Nyle descobriu organizações americanas como Grupo de Trabalho Ambiental e Campanha por Cosméticos Seguros, dedicadas a desvendar os rótulos dos produtos usados no dia a dia. “A propaganda de desodorante que passa na TV não me contou que o alumínio presente nesse produto está associado a distúrbios hormonais. Eu descobri por meio dessas iniciativas”, diz ela, que escreve sobre o tema em seu blog, o Lookaholic, e comanda o grupo "Cosméticos Orgânicos e Naturais" no Facebook, com mais de 5 mil participantes.

“Foi chocante descobrir que existem pesquisas de universidades renomadas mostrando os efeitos nocivos de químicas presentes nos meus cosméticos. Por que a mídia não fala massivamente sobre isso?”, reflete a jornalista.

O livro pode ser baixado gratuitamente neste link. São 21 páginas divididas em três capítulos curtos e de fácil leitura.

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Noruega é o primeiro país a proibir o corte de árvores em todo o território nacional

15 June 2016 - 7:30am


Paisagem no condado de Hedmark, Noruega
Foto: iStockphoto/Getty Images

A Noruega se tornou o primeiro país do mundo a se comprometer com o fim desmatamento em todo o território nacional, após decisão do Parlamento na primeira semana de junho. Para cumprir com a meta, o governo proibiu o corte de árvores e baniu a compra e a produção de qualquer matéria-prima que contribua para a destruição de florestas no mundo, informou o site da revista Veja.

Na sessão decisiva, o Parlamento também se responsabilizou a encontrar uma maneira de fornecer alguns produtos essenciais, como carne, soja, madeira e óleo de palma, sem causar impactos no ecossistema. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esses quatros produtos são responsáveis por quase metade do desmatamento das florestas tropicais do planeta.

A Noruega é a primeira nação a botar em prática a promessa feita junto à Alemanha e à Grã-Bretanha de promover esforços significativos contra cadeias de produção que gerem corte de árvores, assinada na Cúpula do Clima da ONU, em 2014.

Não é a primeira vez que o país escandinavo toma uma atitude pioneira em favor da proteção do meio-ambiente. Segundo a rede CNN, em 2008, a Noruega deu ao Brasil 1 bilhão de dólares (mais de 3 bilhões de reais) para ajudar a combater o desmatamento na Amazônia e a situação foi reduzida em 75% em sete anos. Além disso, o país está no processo de restringir as vendas de carros movidos à gasolina até 2025.

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